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Correio da Manhã

Sociedade
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Reitor espera fim dos cortes

Responsável diz que Governo não tem justificação para continuar a asfixiar universidades.
Cátia Vicente 2 de Março de 2015 às 06:00
João Gabriel Silva tomou posse no dia em que a UC fez 725 anos
João Gabriel Silva tomou posse no dia em que a UC fez 725 anos FOTO: Ricardo Almeida

O reitor da Universidade de Coimbra (UC) criticou o congelamento da progressão de carreiras e disse não haver "qualquer justificação" para o Governo continuar a impor cortes às universidades portuguesas. João Gabriel Silva discursou na cerimónia de tomada de posse, que decorreu ontem, em Coimbra, dia em que a universidade assinalou 725 anos de existência.

"O Governo não pode manter indefinidamente o congelamento da progressão nas carreiras, pois levará à sua destruição", disse o reitor, garantindo que a universidade necessita de "recomeçar a contratar" e de "mecanismos para premiar quem trabalha mais e melhor".

João Gabriel Silva, que agora inicia um segundo mandato de quatro anos, garantiu que não haverá "despedimentos por causa de dificuldades financeiras" e acusou o Governo do sufoco vivido pelas instituições do Ensino Superior.

O reitor quer transformar a instituição coimbrã numa "universidade global" o que, garante, conseguirá se não houver "surpresas desagradáveis principalmente da parte do Governo".

Entre as várias dezenas de convidados que assistiram à cerimónia esteve o secretário de Estado do Ensino Superior, José Ferreira Gomes, que não fez qualquer intervenção. 

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