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Correio da Manhã

Sociedade
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Remédios para a sida em 237 farmácias

Doentes infetados com o VIH já não precisam de ir ao Hospital Curry Cabral para levantar a medicação.
Cristina Serra 2 de Dezembro de 2016 às 01:45
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Remédios para a sida em 237 farmácias
Um total de 780 doentes do Hospital Curry Cabral, integrado no Centro Hospitalar de Lisboa Central, infetados com o vírus da sida (VIH), já não têm de se deslocar àquela unidade para levantar a medicação antirretrovírica. Poderão agora fazê-lo numa das 237 farmácias de Lisboa e concelhos limítrofes que aderiram ao projeto-piloto de dispensa gratuita de medicamentos para o VIH, que vai durar um ano.

A apresentação pública do projeto-piloto foi feita esta quinta-feira, Dia Mundial da Luta Contra a Sida, na farmácia Estácio, em Xabregas, Lisboa, pelo ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes. "Este projeto-piloto vai permitir aumentar a adesão, comodidade e acesso à terapêutica do VIH pelos doentes", explicou o ministro.

Para puderem dispensar a medicação, 336 farmacêuticos tiveram formação. A colaboração dos doentes é voluntária e as farmácias não recebem contrapartida do Estado. No final haverá uma avaliação do projeto pelo Imperial College of London (Inglaterra), que poderá recomendar ou não um pagamento às farmácias.

Ana Escoval, presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central, enfatizou o custo com o tratamento da sida. "Temos 5200 doentes com sida e o custo com a terapêutica é superior a 39 milhões de euros por ano", referiu.
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