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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Reposição de antenas do SIRESP destruídas pelo mau tempo custa seis milhões de euros

Ministro Leitão Amaro admitiu que existiu uma falha do SIRESP durante a tempestade Kristin.

11 de fevereiro de 2026 às 13:31

A reposição de antenas da rede de comunicação de emergência SIRESP destruídas pela passagem da depressão Kristin vai ter um custo de "cerca de seis milhões de euros", informou esta quarta-feira o ministro da Presidência.

Em audição na Comissão parlamentar dos Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, António Leitão Amaro admitiu que existiu uma falha do SIRESP aquando da tempestade Kristin.

O ministro salientou que, ao contrário de ocasiões como o apagão, a falha deveu-se à "destruição física de antenas SIRESP", cuja reposição custa "cerca de seis milhões de euros".

O governante acrescentou que o investimento foi já aprovado pelo executivo.

Em 30 de janeiro, o comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) já tinha admitido a existência de falhas pontuais na rede de comunicações de emergência e segurança do Estado, ressalvando que estas foram colmatadas com recurso a estações móveis.

"Obviamente que uma estação móvel não tem a mesma capacidade que uma estação fixa", referiu Mário Silvestre, ao adiantar que "algumas delas foram arrancadas pela base" durante a passagem da depressão Kristin por Portugal continental.

No apagão de abril do ano passado, o SIRESP também falhou e na altura o Governo criou um grupo de trabalho para "a substituição urgente" desta rede de comunicações, cujo relatório foi, segundo fonte ligada ao processo, concluído em janeiro.

Em 2026, a empresa Siresp SA, que gere o SIRESP, vai receber uma indemnização compensatória de 26 milhões de euros para garantir a gestão, operação e manutenção da rede, um valor idêntico ao dos anos anteriores, anunciou, em 30 de janeiro, o Governo.

Caso entretanto seja criada uma outra entidade para gerir a rede de comunicação, a indemnização compensatória aprovada em 29 de janeiro em Conselho de Ministros será transferida, precisou então à Lusa fonte ligada ao processo.

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