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Correio da Manhã

Sociedade
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Revolta na oncologia

Médicos pedem intervenção da ordem porque dizem que os doentes são prejudicados
14 de Novembro de 2013 às 14:12
Bastonário dos médicos, José Manuel Silva, critica os centros porque prejudicam os doentes
Bastonário dos médicos, José Manuel Silva, critica os centros porque prejudicam os doentes FOTO: Bruno Colaço e Vasco Neves

Metade dos oncologistas do País, num total de 67 especialistas, manifestou ontem indignação com a criação de três centros de referenciação para a oncologia e pediu a intervenção da Ordem dos Médicos.

Numa carta assinada pelos 67 médicos é contestado que os pedidos das terapêuticas inovadoras sejam "fundamentadamente formulados" pelos centros de referenciação, a funcionar nos três institutos portugueses de oncologia. Isso significa que todos os hospitais que tratam doentes de cancro ficam impossibilitados de pedir as terapêuticas à Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed).

No documento, a que o Correio da Manhã teve acesso, os oncologistas alegam que os interesses dos doentes não são salvaguardados porque não fica garantida a "igualdade no acesso às melhores e mais adequadas terapêuticas". Luís Costa, oncologista do Hospital de Santa Maria e um dos subscritores, afirma que "os centros vão aumentar a desconfiança de doentes e médicos".

O bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, afirma ao CM que os "doentes vão ser prejudicados porque os centros vão criar mais entraves aos pedidos de autorização especial de medicamentos" e deu o exemplo do pedido de um remédio rejeitado pelo IPO de Lisboa.

 

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