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Correio da Manhã

Sociedade
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Saúde encomenda primeiras vacinas

Entre cinco a 30 por cento dos portugueses poderão vir a ter acesso à nova vacina contra o vírus da gripe A (H1N1). Por enquanto ainda não está decidida a quantidade de vacinas que Portugal vai adquirir nem quais as faixas da população a vacinar. Dentro de dias o Ministério irá pronunciar-se sobre quem poderá ser vacinado e em breve irá fazer uma pré-reserva do medicamento, que ainda não existe.

17 de Junho de 2009 às 00:30
A sustentabilidade financeira do Serviço Nacional de Saúde esteve em debate no Parlamento
A sustentabilidade financeira do Serviço Nacional de Saúde esteve em debate no Parlamento FOTO: Jorge Paula

O anúncio foi feito ontem pela ministra da Saúde, Ana Jorge, no intervalo do colóquio subordinado ao tema ‘Sustentabilidade Financeira do Serviço Nacional de Saúde’, que decorreu no Parlamento. "Há quem diga que vamos ter de abranger na vacinação cinco por cento, outros dizem 25, e há quem fale em 30 por cento", disse Ana Jorge, sublinhando, peremptória, que "não será possível vacinar toda a gente no Mundo inteiro".

A ministra explica que Portugal segue as decisões da Organização Mundial da Saúde (OMS) e não está à margem dos outros países, justificando assim o facto de Portugal não poder vacinar toda a população.

Ana Jorge negou que o nosso país se tenha atrasado na encomenda da nova vacina, apesar de outros Estados já o terem feito junto dos laboratórios envolvidos na investigação e na produção da vacina. "Ainda não existe e vamos seguir as recomendações da OMS", disse Ana Jorge.

O especialista da OMS Europa Marc Danzon alertou para uma "provável segunda onda de infecção, mais grave do que a que se está a assistir", e considerou que "a solidariedade é a solução" para enfrentar uma taxa de prevalência da infecção à escala mundial. "Só a solidariedade pode fazer com que países pobres tenham igual acesso a medicamentos como os países ricos e cada governo é responsável por gerir o acesso e os cuidados de saúde", afirmou.

Sobre o tema em debate, especialistas disseram que "os medicamentos são o principal factor da despesa na saúde".

APONTAMENTOS

PLANO PARA A GRIPE A

A Administração Regional de Saúde do Algarve apresenta hoje o plano de contingência.

TAXAS MODERADORAS

As taxas moderadoras representam uma receita para os cofres do Estado de 70 milhões de euros por ano.

REGRESSARAM DAS CARAÍBAS SEM PREOCUPAÇÕES

Depois do pânico que o surto da Gripe A provocou em todo o Mundo, os portugueses voltam a viajar sem receio. Ontem, chegaram ao aeroporto de Lisboa dezenas de turistas que regressavam da República Dominicana num voo que fez escala em Cancún, México. A maioria garantiu ao CM que foi uma viagem "tranquila".

Patrícia Dias e Nuno Videira partiram sem qualquer preocupação e regressam de uma semana de férias com o mesmo espírito descontraído. "Correu tudo bem, não foi necessário tomar nenhuma precaução", contou Patrícia Dias.

Já Fernanda Soares confessou que partiu com algum receio, mas que o ambiente de férias nem a fez lembrar o assunto. Filipa Silva que chegou no mesmo voo disse que "a informação que os operadores turísticos transmitem é suficiente".

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