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Correio da Manhã

Sociedade
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Saúde mais longe revolta utentes

De faixas pretas em punho e palavras de ordem a recordar "que o povo unido jamais será vencido", um grupo de pessoas revoltadas manifestou-se ontem em frente à extensão de Saúde do Olival, Ourém, contra o encerramento dos postos médicos das freguesias de Matas e Espite.
7 de Outubro de 2011 às 01:00
Populares revoltados com encerramento de posto médico
Populares revoltados com encerramento de posto médico FOTO: Rui Miguel Pedrosa

A GNR teve de intervir para controlar os ânimos e escoltar a directora do Centro de Saúde de Ourém. "É uma atrocidade o que nos estão a fazer", afirmou o presidente da Junta de Espite, Filipe Baptista. O médico e a funcionária administrativa que estavam nos dois postos médicos foram transferidos para o Olival, passando os utentes a deslocar--se àquela freguesia para serem consultados. E ninguém entende esta medida.

"O que estão a fazer é humilhar o povo de Ourém", disse Paulo Fonseca, presidente da Câmara Municipal, esclarecendo que a alteração "só vai complicar o dia-a-dia das populações, sem gerar poupanças". Isaura Brasão, 63 anos, dá o seu exemplo: "Não tenho carro, não tenho carta e não tenho dinheiro, portanto, tenho de morrer em Espite", queixou-se.

Após uma reunião na edilidade, à tarde, ficou decidido fazer uma vigília dia 14, promover um abaixo-assinado no concelho e enviar uma carta ao primeiro-ministro. Entretanto, Paulo Fonseca foi convocado para estar hoje no Ministério da Saúde.

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