Término das obras previsto para final do primeiro trimestre de 2023.
A Infraestruturas de Portugal (IP) garante que a segurança estrutural da Ponte Luiz I, entre o Porto e Gaia, "está e esteve sempre assegurada", apesar do atraso nas obras, cujo término prevê para final do primeiro trimestre de 2023.
Em resposta à agência Lusa, a IP admite que os trabalhos de reabilitação da Ponte Luiz I se revestem de "elevada complexidade", mas garante que "a segurança estrutural da ponte está e esteve sempre assegurada".
"A natureza dos trabalhos de reabilitação em curso tem por finalidade a reabilitação integral do tabuleiro inferior da Ponte Luiz I, com a qual se pretende o reforço da capacidade estrutural, o que permitirá a circulação de veículos até 60 T, libertando a ponte da atual limitação a veículos com 30 T", descreve a IP.
Quanto à data de conclusão das obras, fonte da IP referiu que está prevista para 31 de março de 2023.
Questionada sobre o custo final da empreitada, a mesma fonte acrescentou que "apenas após a conclusão integral dos trabalhos será apurado com rigor, o valor final".
O Jornal de Notícias noticiou sexta-feira que a degradação é apontada como causa para o atraso na conclusão das obras nesta obra de arte que faz a travessia entre os concelhos do Porto e de Vila Nova de Gaia e está classificada como Monumento Nacional.
Em resposta à Lusa, a IP admite que esta obra exige "um especial cuidado, no sentido de serem preservadas as características e elementos originais da estrutura".
"Decorrente deste facto, os trabalhos em curso obrigam à realização de um levantamento rigoroso, elemento a elemento estrutural, de todas as anomalias existentes, as quais são apenas verificáveis após a prévia preparação/limpeza das superfícies da estrutura metálica, com recurso à decapagem com jato de areia", descreve a empresa.
A IP conta que "a execução destas intervenções revelou a existência, em número superior ao estimado inicialmente, de elementos e chapas com média a elevada corrosão".
De acordo com a empresa, "muitas das situações agora detetadas encontravam-se encobertas por contaminantes aderentes, produtos de corrosão e pintura existente, motivo pelo qual não foi possível a sua prévia deteção".
"Esta questão, não prevista, impôs um inevitável reajustamento do projeto de execução, estabelecendo-se, caso a caso, as medidas complementares ao reforço previsto inicialmente", termina.
Questionada sobre se este processo exige o lançamento de novos processos concursais, a IP apontou que não é necessário abrir novo concurso público para a conclusão desta empreitada.
"Todos os trabalhos de reabilitação necessários serão realizados no âmbito da empreitada em curso", concluiu.
Em causa está uma obras de reabilitação e reforço do tabuleiro inferior desta travessia sobre o rio Douro, com um investimento de 3,3 milhões de euros, que visa reparar um conjunto de anomalias.
Os trabalhos na ponte metálica, construída entre 1881 e 1886, iniciaram-se em 14 de outubro de 2021, e tinham a duração prevista de um ano.
JE/PFT // JPS
Lusa/Fim
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