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Correio da Manhã

Sociedade
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Sem-abrigo acedem à saúde mental

As pessoas sem-abrigo vão passar a ter um acesso mais fácil aos tratamentos da doença mental, possível através de um protocolo estabelecido hoje entre a Coordenação Nacional para a Saúde Mental e o Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa.
23 de Abril de 2010 às 13:14
Foto ilustrativa
Foto ilustrativa FOTO: José Rebelo

Caldas de Almeida, coordenador para a Saúde Mental, sublinhou uma conclusão do estudo nacional da saúde mental: “Mais de 60 por cento dos doentes mentais com doença grave tem dificuldade no acesso ao tratamento.”

Porém, o responsável afirma não saber quantos sem-abrigo irão ter aceder aos cuidados de saúde mental e escusou-se a avançar com os custos que este protocolo estabelece.

O director do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, França Jardim afirmou ao CM que a unidade de saúde tem capacidade para internamento, quando os doentes sem-abrigo aceitam o tratamento. “Temos sempre disponíveis entre quinze a vinte camas e desde há mais de vinte anos que temos vindo a fazer um trabalho terapêutico com a população sem-abrigo.”

Falta de documentação pessoal, falta de estruturas de apoio social após o internamento hospitalar são alguns problemas referidos pelo responsável quanto ao acompanhamento dos sem-abrigo, indivíduos que não têm todos doença mental, alguns têm dependência do álcool ou droga.

Estima-se que existam cerca de 3000 pessoas sem-abrigo em Lisboa, a maioria são homens.

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