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Correio da Manhã

Sociedade
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Serviços de saúde devem ser mais humanizados

A Direcção-Geral da Saúde alerta que os serviços devem estar preparados para dar respostas eficazes aos doentes no sentido de melhorar os aspectos da humanização, um aspecto que deve ser considerado um indicador de qualidade.
14 de Junho de 2011 às 13:09
Na humanização, o aumento da qualidade na prestação dos cuidados de saúde não leva a grandes acréscimos de custos
Na humanização, o aumento da qualidade na prestação dos cuidados de saúde não leva a grandes acréscimos de custos FOTO: Mariline Alves

O director-geral da Saúde, Francisco George, falava ao Correio da Manhã ao final da manhã desta terça-feira no âmbito do I Fórum Nacional da Humanização na Saúde, subordinado ao tema 'A Cuidar do Doente e da Pessoa', que decorre na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

“Os tempos de espera para uma consulta é um indicador de humanização e quanto melhor estiverem os serviços preparados melhor podem ser adoptadas as medidas centradas no cidadão”, afirmou Francisco George.

Segundo o director-geral da Saúde, todas as reclamações apresentadas pelos cidadãos através do programa 'Sim, Cidadão', um sistema de reclamação que existe em todas as unidades de saúde, “são analisadas e, quando é possível encontrar uma solução, é implementada, apesar de nem sempre ser possível”.

Isabel Rio Carvalho, presidente da Associação Portuguesa de Humanização na Saúde, afirmou que “vão vir tempos de crise financeira, o que vai levar a muitos cortes na Saúde” mas esse problema “não irá agravar a qualidade na assistência.

Na humanização, o aumento da qualidade na prestação dos cuidados de saúde não leva a grandes acréscimos de custos. O aumento da qualidade faz-se através de alterações de dinâmica de serviços, de atitude, que é mais do que encher os serviços de meios”.

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