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Correio da Manhã

Sociedade
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Sinais de exaustão em 76% dos professores

Estudo da Universidade Nova em parceria com a Fenprof revela que classe está esgotada.
Bernardo Esteves 20 de Outubro de 2018 às 01:30
Inquérito a mais de 18 mil docentes revela desencanto pela degradação das relações de trabalho nas escolas
Sala de aula
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Inquérito a mais de 18 mil docentes revela desencanto pela degradação das relações de trabalho nas escolas
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Inquérito a mais de 18 mil docentes revela desencanto pela degradação das relações de trabalho nas escolas
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Mais de três quartos dos professores portugueses (76,4%) têm sinais de exaustão emocional, revela um estudo da Universidade Nova de Lisboa, em parceria com a Fenprof, que incluiu um inquérito a 18 420 docentes.

Há 20,6% de professores com sinais preocupantes de exaustão, 15,6% têm sinais críticos e 11,6% estão em esgotamento emocional pronunciado. Ou seja, 47,8% está exausto ou com sinais críticos e preocupantes. E 84% dos docentes diz ansiar pela reforma antecipada.

O documento aponta uma "relação fortíssima" entre a idade e o índice de exaustão emocional (IEE). Docentes com mais de 60 anos têm um IEE acima do esperado, enquanto a classe abaixo dos 40 se apresenta "invulgarmente fresca". Em regiões com média de idade mais alta (zona centro), o IEE é mais elevado.

Na origem do esgotamento dos docentes estão "a burocracia, a indisciplina, a hierarquia rígida e a falta de criatividade".

O estudo, que não está concluído, aponta para uma "dissociação entre as expectativas de trabalho com autonomia, criatividade e direitos laborais e a real degradação progressiva das relações de trabalho e vida nas escolas, bem como o declínio das expectativas em relação ao futuro".

PORMENORES 
13,8% longe da família
13,8% vivem longe da família, mas não têm exaustão excessiva por serem mais jovens. Os contratados são 12% do total e também não revelam exaustão.

Fenprof recolhe inquéritos
O estudo foi coordenado por Raquel Varela e envolveu mais 10 investigadores. A Fenprof foi responsável pela recolha dos inquéritos e inserção de dados.

Álcool e drogas
Há 15,4% de professores preocupados com o consumo próprio de medicamentos, valores que descem para 3,2% no caso do álcool e das drogas.
Universidade Nova de Lisboa Fenprof IEE Raquel Varela questões sociais política
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