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Sindicato anuncia greve nas cantinas escolares da região Norte a 2 de novembro

Na base deste protesto, está o facto da Uniself "não ter honrado" os compromissos assumidos nas reuniões.

11 de outubro de 2017 às 19:16

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte anunciou esta quarta-feira uma greve nas cantinas escolares da região Norte, exploradas pela empresa Uniself, para dia 2 de novembro.

Em comunicado, o sindicato referiu que, na base deste protesto, está o facto da Uniself "não ter honrado" os compromissos assumidos nas reuniões realizadas na sequência da transmissão da exploração do serviço de refeições das cantinas escolares da Gertal e da Itau para a Uniself.

"A Uniself não honrou os compromissos assumidos nestas reuniões e não contratou todos os trabalhadores que laboravam no ano letivo anterior", vincou.

Além disso, o sindicato acusou a Uniself de não estar a respeitar o quadro de pessoal previsto no Caderno de Encargos, estando a impor ritmos de trabalho intensos devido à falta de pessoal.

E, por causa disso, há trabalhadores que entram mais cedo e outros que ficam a trabalhar até às 18:00, 19:00 e 20:00 horas e que não recebem trabalho suplementar, o que configura "trabalho escravo", frisou.

"A Uniself comprometeu-se a pagar no final do mês de agosto, como legalmente estava obrigada, os proporcionais de férias e subsídio de férias aos trabalhadores efetivos que transitaram das anteriores concessionárias, o que não aconteceu até hoje, deixando muitos trabalhadores aflitos", adiantou.

O sindicato revelou que a Uniself declarou que os poucos trabalhadores que fossem contratados através de empresas de trabalho temporário seriam contratados para todo o ano letivo, mas estão todos a receber contratos a termo incerto para poderem ser despedidos a qualquer momento.

Sublinhou ainda que a empresa comprometeu-se a manter a carga horária a todos os trabalhadores e a manter as categorias dos trabalhadores, mas tal não está a acontecer.

Há trabalhadores que estão a ser convocados para formação profissional fora do seu horário de trabalho e são ameaçadas de despedimento se não forem, sustentou o sindicato.

Na nota, o sindicato garantiu já ter reclamado de todas estas situações, assim como ter tentado falar com os responsáveis da Uniself, mas não conseguiu.

A agência Lusa tentou ouvir a Uniself durante a tarde, mas sem sucesso.

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