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Correio da Manhã

Sociedade
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Sindicatos pressionam e mantêm paralisação dos enfermeiros

Sindepor e ASPE dizem que suspendem protesto se Governo confirmar reunião de dia 17.
Sónia Trigueirão 12 de Janeiro de 2019 às 01:30
Greve dos Enfermeiros
Greve dos Enfermeiros
Greve dos Enfermeiros
Sindicatos de enfermeiros estão divididos: uns cancelaram greves, outros não
Greve dos Enfermeiros
Greve dos Enfermeiros
Greve dos Enfermeiros
Sindicatos de enfermeiros estão divididos: uns cancelaram greves, outros não
Greve dos Enfermeiros
Greve dos Enfermeiros
Greve dos Enfermeiros
Sindicatos de enfermeiros estão divididos: uns cancelaram greves, outros não

A Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE) e o Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor) decidiram manter a "greve cirúrgica" nos blocos operatórios de sete centros hospitalares, entre 14 de janeiro e 28 de fevereiro.

À saída de mais uma reunião em Lisboa com a equipa negocial dos ministérios da Saúde e das Finanças, Lúcia Leite, dirigente da ASPE, disse que a greve podia ser suspensa se for confirmada nova reunião a 17 de janeiro com os ministérios da Saúde e das Finanças. Lúcia Leite frisou que os sindicatos querem um compromisso político assinado. O Governo decidiu reconhecer uma estrutura de carreira para os enfermeiros especialistas, mas não aceita subir o salário base inicial dos enfermeiros para 1613,42 euros. Propõe ainda a transição das categorias subsistentes de enfermeiro- -chefe e supervisor para a nova carreira na categoria de enfermeiro-coordenador, e compromete-se a descongelar as progressões na carreira para todos os enfermeiros.

A ministra da Saúde, Marta Temido, disse ontem em Évora que o Governo tem "linhas vermelhas" nas negociações porque não pode pôr em causa a "sustentabilidade financeira" do País.

PORMENORES
Sete blocos operatórios
A nova greve cirúrgica, de 14 de janeiro a 28 de fevereiro, abrange os blocos operatórios dos centros hospitalares universitários de S. João e do Porto, e centros hospitalares de Entre Douro e Vouga, Gaia/Espinho e Tondela/Viseu e os hospitais de Braga e o Garcia de Orta (Almada).

Governo não aceita
O Governo não aceitou baixar a idade de reforma dos enfermeiros para os 35 anos de serviço e 57 anos de idade, como pretendiam os sindicatos, prevendo que a medida tivesse um impacto de 230 milhões de euros.

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