Barra Cofina

Correio da Manhã

Sociedade
1

Sindicatos dizem haver razões políticas para demitir Grancho

Diretores dizem-se surpresos com a saída de João Grancho.
17 de Outubro de 2014 às 22:41
Mário Nogueira
Mário Nogueira FOTO: Miguel A. Lopes / Lusa

A Fenprof defendeu esta sexta-feira que havia razões políticas "de sobra" para a demissão do secretário de Estado João Grancho, lamentando que aconteça por motivos pessoais, mas os diretores entendem que as escolas perderam o "elo de ligação" ao ministério.

Em declarações à Lusa, o secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Mário Nogueira, defendeu que havia razões de ordem política "de sobra" para justificar a saída do Governo do secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, sublinhando que a ele ficam associadas medidas muito contestadas, como a Prova de Avaliação de Capacidades e Conhecimentos (PACC) dos professores ou as restrições na educação especial "que levaram muitos pais a protestar para a porta do ministério".

"Havia mais do que razões políticas para a demissão. Independentemente dos motivos, esta equipa ministerial cada dia que passa, é um dia a mais. É uma equipa a esboroar-se aos poucos, descredibilizada e desacreditada aos olhos do país", defendeu Mário Nogueira.

A Federação Nacional de Educação (FNE) preferiu não fazer qualquer comentário à demissão. Já os diretores escolares, que tinham em João Grancho o principal interlocutor do lado do Ministério da Educação e Ciência (MEC), consideraram que há "apreensão e surpresa" com a demissão do secretário de Estado.

Fenprof secretário de Estado João Grancho Mário Nogueira FNE
Ver comentários