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Correio da Manhã

Sociedade
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Síria é o país mais perigoso para os jornalistas

A Amnistia Internacional considera a Síria o país mais perigoso para os jornalistas num relatório divulgado esta sexta-feira, que relata como dezenas de profissionais foram mortos, presos e torturados nos últimos dois anos de guerra naquele país.

3 de Maio de 2013 às 08:32

A guerra registada na Síria, aliada à opressão que se faz sentir, tornam este país no mais letal para os jornalistas. Nos últimos dois anos, pelo menos 46 profissionais foram mortos, a maioria depois de terem denunciado abusos de direitos humanos.

Entre mortes, prisões injustificadas e torturas, o relatório da Amnistia Internacional divulgado hoje, no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, descreve que os “abusos foram levados a cabo pelas autoridades sírias e pelos grupos armados de oposição” contra a actividade jornalística, mas também contra os cidadãos sírios.

No relatório, intitulado “Matar o Mensageiro: Jornalistas atacados por todos os lados na Síria”, lê-se que dos 46 jornalistas mortos, maioritariamente sírios, pelo menos 36 foram alvos premeditados das forças do Governo e de grupos rebeldes armados.

O desaparecimento forçado e a prisão de profissionais são práticas correntes como se lê no documento, que contém declarações de Miral Abdul Aziz Sheikha, condenado a 18 anos de prisão em maio de 2012 por denunciar atos do governo, e de Yara Saleh, repórter da televisão estatal capturada e torturada pelos rebeldes do Exército de Libertação da Síria em agosto do ano passado.

"Mais uma vez documentámos como todos os lados do conflito estão a violar as leis da guerra, embora a escala de abusos por parte das forças governamentais seja muito mais elevada" afirma Ann Harrison, vice-diretora do Programa da Amnistia Internacional para o Médio Oriente e Norte de África.

Harrison questiona: "Quantas provas mais de crimes de guerra e de crimes contra a Humanidade precisa o Conselho de Segurança das Nações Unidas para referenciar a situação na Síria ao Procurador do Tribunal Penal Internacional?”

Amnistia Internacional jornalistas Síria
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