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Correio da Manhã

Sociedade
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Sócrates critica "radicalismo" à direita e "passadismo" à esquerda

O secretário-geral do PS, José Sócrates, distribuiu neste domingo, no Porto, críticas ao "radicalismo ideológico" da direita e à postura "passadista e imobilista" da esquerda "radical", num discurso centrado na defesa da escola pública.
8 de Maio de 2011 às 20:09
Sócrates disse que os socialistas apostam na educação pública, "não por serem pelo igualitarismo", mas porque defendem a igualdade de oportunidades
Sócrates disse que os socialistas apostam na educação pública, 'não por serem pelo igualitarismo', mas porque defendem a igualdade de oportunidades FOTO: Lusa

Considerando que a escola pública será um dos temas-chave das eleições de 5 de Junho, José Sócrates criticou os que, a pretexto da situação económica, insistem na aposta no privado. Mas essa é, disse, "uma ideia aventureira, perigosa e radical, que vai estar em causa também nestas eleições".  

Para o líder socialista, que falava no Porto durante um fórum sobre Educação, a proposta do PSD, "disfarçada", é a de que se "pode e deve transferir recursos do sistema público de educação também para financiar privados". 

 "E dizem isto com aquele ar cândido de quem está apenas a propor liberdade de escolha", ironizou, lembrando que os países que fizeram essa opção passaram a ter boas escolas privadas "para ricos" e uma escola pública "degradada e decadente".  

O secretário-geral socialista criticou também os que defendem a "escola parada no tempo", numa alusão a uma "esquerda radical, que a única coisa que fez [em seis anos de governação do PS] foi defender que tudo devia ficar na mesma"  

É uma esquerda "passadista e imobilista", classificou.  

Noutro ponto da sua intervenção, Sócrates disse que os socialistas apostam na educação pública, "não por serem pelo igualitarismo", mas porque defendem a igualdade de oportunidades.  

O secretário-geral socialista sublinhou o "sucesso" da política educativa do governo cessante - que "muitos pretendem esconder" - e assinalou que  81 por cento dos jovens dos 15 aos 19 anos estão na escola, "atingindo pela primeira vez a média dos países desenvolvidos". Acrescentou que o País reduziu, durante a vigência dos governos socialistas, o insucesso escolar em 11 pontos percentuais, e assinalou que 35 por cento dos jovens com 20 anos estudam no Ensino Superior.  

"Criou-se um movimento à volta do saber e não há melhor do que ver um País empenhado em melhorar as suas qualificações", disse também o líder socialista, numa alusão à adesão ao programa Novas Oportunidades.  

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