Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares tem recebido várias queixas sobre a má qualidade das refeições nas escolas.
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Sopa com sabor a tabaco, carne crua e comida insuficiente foram algumas das queixas que os encarregados de educação de uma escola do concelho de Odivelas fizeram esta terça-feira ao Partido Nacional Renovador (PNR), que visitou o estabelecimento de ensino.
O nucelo de Odivelas (distrito de Lisboa) do PNR visitou esta tarde a escola Básica dos Pombais para conversar com encarregados de educação e alunos sobre a falta qualidade das refeições escolares servidas naquele e noutros estabelecimentos escolares e que têm motivado várias queixas, inclusive nas redes sociais.
Desde o início do ano letivo e até ao dia 20 de outubro, a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares recebeu 70 queixas sobre a má qualidade das refeições nas escolas e sobre a falta de pessoal nas cantinas.
Segundo dados do Ministério da Educação, enviados à agência Lusa, foram recebidas 36 reclamações em setembro e 44 até ao dia 20 de outubro.
Em declarações à agência Lusa, o presidente do PNR de Odivelas, Bruno Rebelo afirmou que o problema se mantém e que as refeições escolares continuam a ser "mal confecionadas e pobres em conteúdo".
"Os pais estão extremamente preocupados porque a comida servida às crianças continua a ser intragável. Por mais queixas que se faça não vale de nada e ainda existem perseguições. Os alunos que tiram fotografias ou que tentam denunciar são alvo de processos disciplinares e por isso os pais temem em dar a cara", acusou.
Bruno Rebelo sublinhou que o PNR "está empenhado em resolver esta questão" e que "se nada for feito" irá organizar uma ação de protesto junto ao Ministério da Educação, em Lisboa.
"Para nós é inadmissível que para quem dirige as escolas seja admissível que as crianças sejam obrigadas a comer aquilo que já nem aos animais damos", apontou.
Por seu turno, em declarações à Lusa, alguns encarregados de educação e membros da associação de pais, que não se quiseram identificar, relataram situações em que "a sopa sabia a café e a tabaco" e em que a carne vinha "completamente crua".
"A comida é terrível e o meu filho já deixou de comer no refeitório. Carne crua, o peixe nem se consegue distinguir e as quantidades servidas são absurdas. Se, por um acaso, o aluno quiser repetir não o deixam. Devíamos ter o apoio da escola, mas eles ainda nos tentam calar", contou uma encarregada de educação.
A Lusa tentou, sem sucesso, contactar a direção da escola.
No entanto, contactada pela Lusa, a vereadora com o pelouro da Educação na Câmara Municipal de Odivelas, Susana Santos, assegurou que "embora não tenha competência direta" a autarquia tem acompanhado estas situações e que há garantias por parte desta escola que "as refeições são de qualidade".
"Por coincidência fiz esta manhã uma visita a esta escola e o senhor diretor garantiu-me que tudo está a correr dentro da normalidade. Eu própria visitei a cozinha e cheirava bem. É preciso haver serenidade", defendeu a autarca.
Susana Santos disse ainda que a autarquia desconhece qualquer situação em que os alunos tenham sido ameaçados com processos disciplinares caso fotografassem ou filmassem a comida.
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