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Correio da Manhã

Sociedade

"Sou um padre de verdade"

César Barata garante ao CM ser sacerdote da Igreja Católica Ortodoxa e diz-se "perseguido".
28 de Outubro de 2014 às 20:44
César Barata garante que nunca se fez passar por padre da Igreja Católica Romana e mostrou diploma da Igreja Ortodoxa
César Barata garante que nunca se fez passar por padre da Igreja Católica Romana e mostrou diploma da Igreja Ortodoxa FOTO: Alexandre Salgueiro

Sou um padre de verdade, da Igreja Católica Ortodoxa Hispânica", garante ao CM César Barata, de 24 anos, acusado de celebrar atos litúrgicos de forma ilegítima nas zonas do Fundão e Castelo Branco. As suspeitas de que o jovem era um "falso padre" já corriam em várias paróquias desde abril. Ouvido pelo Tribunal Eclesiástico da Guarda, após denúncias de apresentar falsas credenciais e celebrar missas, casamentos e batizados, ficou proibido de realizar rituais católicos no território da diocese.

Na semana passada, a tentativa de César Barata de celebrar uma eucaristia durante um encontro de idosos no Pavilhão do Valongo, em Castelo Branco, levou a respetiva diocese a emitir um comunicado, reiterando que o jovem "não é padre", proibindo-o de exercer qualquer ato católico e apelando aos fiéis para alertarem as autoridades caso o tente fazer. No documento, assinado pelo bispo de Portalegre-Castelo Branco, Antonino Dias, a diocese afirma não reconhecer as credenciais do jovem.

"Não sou padre da Igreja Católica Romana, nem me faço passar por tal, mas sou-o da Igreja Católica Ortodoxa Hispânica", explica ao Correio da Manhã César Barata.

O jovem, natural de Alpedrinha, Fundão, nega ter realizado eucaristias ou outros rituais em templos da diocese, e diz que se limita aos locais próprios da sua fé.

O jovem afirma-se "agastado, fragilizado e perseguido".

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