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STAL pede faltas justificadas para trabalhadores devido às condições meteorológicas

Sindicato considera medida "justa, necessária e exequível" para mitigar os impactos de um período difícil que "muitas famílias estão a viver".

06 de fevereiro de 2026 às 13:12

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) apelou hoje às autarquias para que considerem justificadas e sem perda de remuneração as faltas de trabalhadores impedidos de comparecer ao serviço devido às condições meteorológicas adversas.

Em comunicado, o STAL considera a medida "justa, necessária e exequível" para mitigar os impactos de um período difícil que "muitas famílias estão a viver", sublinhando que milhares de trabalhadores estão condicionados ou impossibilitados de se deslocar para o local de trabalho.

"Nas condições climatéricas adversas que assolam o País, muitos milhares de trabalhadores veem-se grandemente condicionados ou mesmo impedidos de comparecer ao serviço, seja por não disporem de condições de deslocação, transportes públicos suspensos, vias cortadas ou obstruídas, seja para acudir à sua própria situação familiar para reparação de habitações ou apoio aos filhos sem escola", sublinha o STAL.

No entanto, segundo o sindicato, "de forma incompreensível, algumas autarquias estão com excesso de zelo no controlo de assiduidade de trabalhadores".

"O STAL reitera uma forte saudação aos milhares de trabalhadores das autarquias e do setor empresarial, bombeiros, forças de segurança e Proteção Civil no apoio incansável que têm prestado às populações atingidas, muitas vezes com sérios riscos para a sua própria saúde e segurança, para salvar, proteger e mitigar o sofrimento e a angústia de outros", lê-se na nota.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

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