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Correio da Manhã

Sociedade
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Cancro da próstata pode ser detetado mais cedo através de técnica de diagnóstico

Fragmentos das lesões são depois enviados para o laboratório.
Francisca Genésio 5 de Novembro de 2017 às 09:39
Cancro
Qualidade do sono pode ser afetada devido à necessidade constante e urgente de urinar. Há doentes que têm de se levantar várias vezes durante a noite
Cancro da próstata
Tratamento está a ser realizado no Hospital St Louis, em Lisboa
Técnica interrompe parcialmente a circulação sanguínea na próstata
Cancro
Qualidade do sono pode ser afetada devido à necessidade constante e urgente de urinar. Há doentes que têm de se levantar várias vezes durante a noite
Cancro da próstata
Tratamento está a ser realizado no Hospital St Louis, em Lisboa
Técnica interrompe parcialmente a circulação sanguínea na próstata
Cancro
Qualidade do sono pode ser afetada devido à necessidade constante e urgente de urinar. Há doentes que têm de se levantar várias vezes durante a noite
Cancro da próstata
Tratamento está a ser realizado no Hospital St Louis, em Lisboa
Técnica interrompe parcialmente a circulação sanguínea na próstata
Há mais uma arma no combate ao cancro da próstata. A biopsia prostática de fusão é uma nova técnica de diagnóstico deste cancro. Esta tecnologia inovadora combina as imagens obtidas com a ressonância magnética nuclear com a imagem obtida por ecografia prostática em tempo real.

"A técnica de fusão, assim lhe chamamos, permite detetar cancro com uma taxa muito superior à biopsia ‘standard’. Outra das particularidades é que também conseguimos caracterizar o tumor, permitindo-nos saber que tipo de tratamentos se poderão aplicar às lesões daqueles doentes", explicou o médico urologista João Magalhães Pina.

Depois de sobrepostas as imagens, o urologista pica diretamente as lesões suspeitas, identificadas através da ressonância, e retira o fragmento, com a coordenada que a grelha dá para análise. "Com a informação da grelha e olhando para o contorno da próstata, é possível delinear o local onde o tumor se encontra, saber se é só ali ou se há em mais algum sítio", explica o urologista.

"Como a taxa de sucesso da deteção do tumor aumenta 15 a 25 por cento com esta técnica em relação à biopsia convencional, o Hospital de São José está a receber pacientes de todos os pontos do País", acrescentou João Magalhães Pina.

Foi surpreendido com as análises 
Eurico Silva, de 62 anos, fez o primeiro exame de diagnóstico da próstata em junho. Foi  surpreendido com o resultado das análises sanguíneas, onde o nível de PSA estava elevado. Fez posteriormente uma biopsia cujo resultado foi "inconclusivo". "O Dr. João Magalhães Pina aconselhou-me a fazer este exame inovador. Disse-me que era mais esclarecedor ", contou o reformado. Eurico Silva tem histórico de cancro da próstata na família. Vai conhecer os resultados do exame em dezembro.

"Técnica é feita com anestesia"
Que diferenças existem entre a biopsia convencional à próstata e esta nova técnica?
João M. Pina (médico urologista no Hospital de São José) – Desde logo, a abordagem. A nova técnica é realizada através da pele do períneo, que é uma zona limpa. A biopsia convencional é feita através da zona transretal, uma zona com mais impurezas, o que acaba por aumentar a taxa de infeções no doente.

– A biopsia de fusão é feita com anestesia?
– O procedimento é realizado através de uma anestesia raquidiana, que imobiliza o paciente da zona da bacia para baixo. Também pode ser feito com anestesia local. Tudo depende do caso. Em qualquer um dos cenários, o doente costuma ter alta no próprio dia.

– Quanto tempo dura, em média, a execução?
– Cada caso é um caso mas, em média, são precisos cerca de 20/30 minutos. Depende do número de lesões encontradas
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