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Correio da Manhã

Sociedade
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Técnica para remover pacemakers ou desfibrilhadores é três vezes mais segura

Dispositivos cardíacos são removidos sem ter de ‘abrir’ o doente.
Miguel Balança 3 de Novembro de 2019 às 10:03
Método permite extrair o elétrodo sem que os restantes sejam removidos
José Cantarinha, doente operado
Método permite extrair o elétrodo sem que os restantes sejam removidos
José Cantarinha, doente operado
Método permite extrair o elétrodo sem que os restantes sejam removidos
José Cantarinha, doente operado
É considerada 3,6 vezes mais segura que o global das técnicas de remoção de dispositivos cardíacos implantados, como pacemakers ou desfibrilhadores.

A comprovada eficácia e segurança da técnica de Pisa, realizada no Hospital de Santa Marta, em Lisboa, na remoção de elétrodos disfuncionais, - em que os estudos atestam uma redução notória das complicações após intervenção - distingue-se diante o quadro clínico que é traçado pela comunidade cientifica: as infeções em doentes portadores de dispositivos cardíacos têm vindo a aumentar exponencialmente. E são a maior causa do regresso dos doentes ao bloco operatório.

"A técnica de Pisa permite-nos remover todos os dispositivos cardíacos implantados, sejam eles pacemakers, desfibrilhadores ou ressincronizadores, sem ter de abrir o doente. Assim, permite-nos com uma técnica minimamente invasiva extrair todos os elétrodos", explica o médico cardiologista Bruno Tereno Valente

. E sublinha: "Os dispositivos são cada vez mais complexos, os doentes estão cada vez mais doentes e todos os fatores que estão associados têm impacto no risco de infeção. Prevenir é essencial", avisa.

"Andava 500 metros e precisava de me deitar"
José Cantarinha, 74 anos, tem um dispositivo de ressincronização cardíaco há três anos. Sofre de insuficiência cardíaca há mais de uma década. "Antes, andava 500 metros e precisava de me deitar, depois passei a conseguir caminhar quase dois quilómetros", explica.

Em maio deste ano, uma operação ao apêndice revelou a necessidade de avançar para nova intervenção cirúrgica: um dos três elétrodos do ressincronizador cardíaco apresentava uma "disfunção" e recomendava-se a troca. Para o substituir foi utilizada uma técnica de extração que permitiu a remoção da totalidade do elétrodo, sem que os restantes fossem danificados. Um novo elétrodo foi colocado no decurso da intervenção.

Removidos 300 elétrodos desde 2013
No Hospital de Santa Marta, em Lisboa, já foram extraídos mais de 320 elétrodos com recurso à técnica Pisa desde 2013. Podem medir entre 75 e 102 centímetros, adaptando-se ao doente.

Cuidados com a cicatrização
Durante o processo de cicatrização é pedido aos doentes que sejam mais cuidadosos. Especialmente no que respeita à realização de movimentos com o braço do lado em que está o dispositivo.

Gerador é fixado ao músculo
De forma a evitar movimentações sob a pele, o gerador do ressincronizador cardíaco é fixado ao músculo do doente pelo especialista com um ponto de linha não absorvente.

DISCURSO DIRETO
Bruno Tereno Valente, médico cardiologista
"No dia seguinte têm alta"
CM: De que forma é minimizado o risco de infeção após a intervenção?
– Um dos dispositivos de que nos socorremos para minimizar o risco de infeção é um ‘envelope’ envolvido em antibiótico. É utilizado profilaticamente, não para tratamento, em procedimentos que consideramos ter um risco acrescido.
– Quanto tempo fica internado o doente?
– Normalmente é internado no próprio dia, faz o procedimento e, se não houver intercorrências, no dia seguinte tem alta. Isto no caso de doentes não infetados, em que a remoção e reimplante do elétrodo acontece no mesmo dia.
– E em doentes infetados?
– Otimizamos o internamento através de uma antibioticoterapia prolongada antes da intervenção. 48 a 72h depois implantam o novo dispositivo.

CONSELHOS PARA O CORAÇÃO
"Os hidratos de carbono de uma batata doce são ligeiramente superiores ao da batata comum"
Podemos afirmar que a batata doce está na moda e que é considerada por muitos como um superalimento! Sem dúvida que tem características nutricionais interessantes, nomeadamente a sua riqueza em fibra alimentar, em vitamina A e em substâncias antioxidantes, particularmente nas variedades mais coloridas como a roxa ou a laranja.

No entanto, o seu conteúdo em hidratos de carbono é ligeiramente superior ao da batata comum, pelo que a sua ingestão deve ser adequada às necessidades energéticas individuais. Em particular, os diabéticos e todos os que necessitam de reduzir peso devem consumir este alimento de forma muito equilibrada.

A batata doce é bastante versátil e na gastronomia portuguesa é consumida de diversas formas: cozidas, em puré, assadas no forno e também incluída em pratos ou na base de sopas. Podemos e devemos continuar a fazê-lo, mas tendo sempre presente que é um tubérculo, substituto da batata comum e não uma alternativa aos legumes.

ABCESSO
Abcessos orais podem levar à perda de dentes
Por Dra. Ana Santos Ferro/Malo Clinic

O QUE É UM ABCESSO?

Um abcesso é uma coleção de pus numa cavidade recém-formada, cavidade essa que atua como barreira protetora impedindo a livre circulação da infeção.

O líquido purulento que a preenche forma-se pela desintegração e morte do tecido original, micro-organismos e células de defesa. Se o pus não conseguir sair, através de um trajeto de menor resistência (fístula), a região torna-se ainda mais inchada e dolorosa.

QUAIS OS TIPOS DE ABCESSOS ORAIS?
Existem 2 tipos de abcessos orais: O abcesso gengival, geralmente causado por uma infeção no espaço entre a gengiva e o dente. Por norma relacionado com a doença periodontal, pode também ocorrer por impactação alimentar no espaço interdentário, infetando a gengiva.

O outro tipo de abcesso está relacionado com o dente, causado normalmente por uma cárie de grandes dimensões. Este tipo de infeção ocorre quando a polpa (nervo do dente) está morta ou a morrer. Pode provocar abcessos de crescimento lento ou de crescimento rápido e dolorosos.

COMO DEVEMOS TRATAR OS ABCESSOS?
Este tipo de infeções, quando relacionadas com o dente e osso, provocam destruições ósseas que podem levar não só à perda de dentes, como inviabilizar a futura recuperação do espaço edêntulo.

A toma de antibiótico não põe fim à infeção, funcionando apenas como um complemento ao tratamento, o qual varia entre alisamentos radiculares, endodontia ou mesmo na extração da peça dentária.

Primeiros socorros
Um traumatismo na coluna pode fraturar uma ou mais vértebras, assim como danificar a medula espinal, resultando na perda permanente de mobilidade.

Não movimente a vítima
Se uma pessoa cair desamparadamente, sobre as costas e o pescoço, suspeite sempre de um traumatismo na coluna. É mais seguro imobilizá-la do que arriscar um dano permanente se a movimentar de sítio.

Como deve atuar
Tranquilize a vítima, segurando-lhe a cabeça. Ligue para o 112. Ajoelhe-se por detrás da cabeça da vítima, colocando os cotovelos no chão. Coloque uma mão de cada lado, garantindo que não lhe tapa os ouvidos.
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