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Correio da Manhã

Sociedade
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Técnicos de diagnóstico mantêm greve

Reunião negocial acontece no dia 30 de novembro.
16 de Novembro de 2016 às 17:27
Ministério da Saúde, Lisboa, Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores, Terapêutica, Almerindo Rego, PCP, Carla Cruz, Governo, Serviço Nacional de Saúde, SNS, saúde, profissionais de saúde, sindicatos da saúde, trabalho
Ministério da Saúde, Lisboa, Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores, Terapêutica, Almerindo Rego, PCP, Carla Cruz, Governo, Serviço Nacional de Saúde, SNS, saúde, profissionais de saúde, sindicatos da saúde, trabalho FOTO: CMTV
Os técnicos de diagnóstico e terapêutica decidiram manter por tempo indeterminado a greve iniciada esta quarta-feira, apesar de o Ministério da Saúde ter convocado uma reunião negocial para 30 de novembro.

Várias dezenas de profissionais estão desde as 15h00 de hoje concentrados frente ao Ministério, em Lisboa, num protesto contra a desatualização da carreira.

Durante o protesto, elementos do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde foram chamados por um representante ministerial, que lhes comunicou que o ministro da Saúde iria agendar uma reunião para 30 de novembro.

Perante esta notícia, os sindicalistas decidiram não suspender a greve, insistindo que exigem o processo de revisão de carreira finalizado e o diploma publicado.

O presidente do Sindicato, Almerindo Rego, exortou o ministro da Saúde a explicar aos utentes do Serviço Nacional de Saúde os motivos pelos quais serão penalizados com a greve que hoje começou.

O dirigente sindical recorda que os profissionais têm a carreira desatualizada há quase 17 anos e estão cansados de aguardar um processo que nunca teve conclusão.

O Sindicato aceita que a revisão salarial associada só comece a vigorar em 2018, mas exige a imediata publicação da revisão da carreira.

Almerindo Rego admite que o Ministério da Saúde compreende as queixas dos profissionais e que depende ainda do acordo das Finanças.

A área de trabalho destes técnicos abrange 22 profissões, três delas por regulamentar, em áreas como análises clínicas, radiologia, fisioterapia, farmácia ou cardiopneumologia, num total de cerca de dez mil profissionais.

A greve foi anunciada no início do mês, quando o sindicato avisou que só a suspenderia com a conclusão do processo negocial com o Governo.
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