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Correio da Manhã

Sociedade
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Técnicos recusam mudança

O antigo Hospital de Cascais fechou ontem as portas, colocando 14 funcionários do laboratório numa situação de incerteza laboral. Os técnicos de análise clínica recusaram rescindir o contrato com o Estado, enquanto funcionários públicos, para celebrarem um contrato com o laboratório privado instalado no Hospital Dr. José de Almeida, em Alcabideche.
2 de Março de 2010 às 00:30
SAP vai ser desactivado
SAP vai ser desactivado FOTO: Manuel Moreira

"Com o final do mês terminou o nosso trabalho em Cascais, agora aguardamos uma solução da Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo, pois somos funcionários do quadro geral da Função Pública", referiu Virgínia Pereira, que conta 36 anos de profissão.

"A ARS estuda agora uma colocação para estes profissionais na região de Lisboa", explicou ao CM fonte da administração do Estado, sublinhando que "as técnicas tiveram a opção de continuar a trabalhar no novo hospital, no sector privado, mas recusaram".

Virgínia Pereira esclareceu que recusou esse trabalho porque está "a dois meses da reforma e não ia perder as regalias de funcionária pública". A última noite nas Urgências do "velhinho" Hospital Condes de Castro Guimarães ficou marcada pela ausência de doentes. Ontem, às 08h00, as Urgências fecharam, depois de uma noite em que foi atendida uma idosa pelas 23h00 e uma grávida às 04h00. "No hospital esteve presente uma equipa médica de recurso composta por dez profissionais", divulgou o director das Urgências, Helder Viegas.

Para a administrativa Luísa Casaleiro a hora de despedida "é ao mesmo tempo de expectativa de ir para o novo hospital e de boas recordações". "Este, por ser pequeno, tinha um ambiente familiar", recordou. No novo hospital, que ontem teve o primeiro dia a funcionar em pleno, os utentes queixaram-se da demora no atendimento. Segundo o hospital, o primeiro bebé nasceu às 20h29 de domingo: Madalena nasceu de cesariana, com 3,980 quilos.

SAIBA MAIS

DOIS ANOS A PREPARAR

Problemas como os dos 14 funcionários públicos do laboratório do antigo Hospital de Cascais tiveram dois anos para ser resolvidos. E nem houve mudança no Ministério da Saúde. Foi Ana Jorge quem esteve no lançamento da 1.ª pedra do novo hospital.

115 000

consultas é a capacidade máxima anual de funcionamento que o novo Hospital de Cascais prevê atingir em 2018.

740

partos por ano devem transitar do Amadora-Sintra para o novo Hospital de Cascais por o seu serviço materno-infantil abranger oito freguesias de Sintra, nomeadamente Algueirão/M. Martins.

SITUAÇÕES PECULIARES

O presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara, criticou a repartição de valências hospitalares: uma grávida vai para o Amadora-Sintra se sofrer uma fractura e irá a Cascais ver os efeitos no feto.

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