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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Tejo regressa ao seu leito, mas ainda há zonas inundadas

Regresso ao leito já era visível ao final do dia de sábado e os caudais "baixaram bastante" nas últimas horas.

15 de fevereiro de 2026 às 12:18

O rio Tejo já está a regressar ao seu leito, mas há áreas na Lezíria ainda inundadas, onde é necessário tempo para a água evaporar e a situação normalizar, disse à Lusa fonte da Proteção Civil.

"A situação do rio segue na mesma senda de ontem [sábado], a baixar os caudais, ainda vamos tendo algumas situações, mais na zona da Lezíria, mas aqui, no Médio Tejo, não lhe vou dizer que já está normalizada, mas o rio já se encontra no seu leito", afirmou o comandante sub-regional da Proteção Civil do Médio Tejo, no distrito de Santarém, David Lobato.

Desde sábado que o nível do rio está a baixar progressivamente e a melhoria das condições climáticas, com uma redução da precipitação, está a fazer a situação "evoluir favoravelmente", salientou o comandante sub-regional da Proteção Civil do Médio Tejo.

David Lobato salientou que é necessário aguardar agora que o nível do Tejo baixe em terrenos que ainda estão inundados, mas isso só acontecerá quando a água evaporar ou os terrenos a conseguirem absorver.

O regresso ao leito já era visível ao final do dia de sábado e os caudais "baixaram bastante" nas últimas horas, indicou.

"Neste momento estamos com um caudal de 3.700 metros cúbicos por segundo no Almoural", Vila Nova da Barquinha, quantificou David Lobato, adiantando que a Proteção Civil distrital pode, na segunda-feira, se se mantiver ó quadro climático atual, baixar o nível de alerta de vermelho para laranja ou até para amarelo.

"Se se mantiver assim, vamos baixar o nível, em princípio para amarelo", antecipou, referindo-se a uma reunião que a Proteção Civil distrital de Santarém vai realizar na segunda-feira.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo declarou situação de calamidade até este domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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