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Correio da Manhã

Sociedade
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Telemedicina alargada a várias especialidades

Ministério investe em tecnologia que liga em rede hospitais e centros de saúde de todo o País.
13 de Outubro de 2013 às 08:32
O professor Joel Rodrigues afirma que telemedicina oferece cuidados de qualidade. Os HUC (Coimbra) estão no projeto piloto
O professor Joel Rodrigues afirma que telemedicina oferece cuidados de qualidade. Os HUC (Coimbra) estão no projeto piloto FOTO: Carlos Jorge Monteiro

Um projeto-piloto de telemedicina vai arrancar, no início de 2014, em cinco hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que vão ser equipados com material de telemonitorização para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC). Cada serviço selecionará 15 doentes para monitorização.

Os hospitais envolvidos no projeto são os de Viana do Castelo, Coimbra, Covilhã, Elvas e Faro. A medida evita custos de internamento de doentes e prevê-se que ao segundo internamento evitado já haja ganhos para o SNS.

Joel Rodrigues, professor da Universidade da Beira Interior e presidente do congresso internacional sobre novas tecnologias para a saúde, que terminou ontem em Lisboa, disse ao CM que o objetivo é "disseminar a telemedicina em Portugal, que oferece serviços de qualidade aos cidadãos em áreas nas quais há carência de especialistas".

Numa fase posterior, o projeto de telemedicina, financiado pelo Ministério da Saúde, em parceria com empresas, abrange a telemonitorização de doentes em diálise peritoneal. Neste caso serão escolhidos 20 a 30 doentes dos hospitais de Coimbra, Évora e Castelo Branco, que serão monitorizados a partir do serviço de nefrologia sem necessidade de visitas domiciliárias.

O rastreio dermatológico será feito a partir dos centros de saúde, que enviarão fotografias das lesões cutâneas para o serviço de dermatologia do hospital de referência, que fará o diagnóstico e recomendação terapêutica. Participam os centros de saúde e hospitais de Viana do Castelo, Bragança, Matosinhos, Gaia, Santo António (Porto), São João (Porto), Coimbra, Évora, Portimão e Faro. Prevê-se alargar o projeto a consultas de cardiologia, cardiologia pediátrica, neurologia e pediatria, com os hospitais de Lisboa, Arganil e Condeixa.

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