Barra Cofina

Correio da Manhã

Sociedade
8

“Tema de interesse para médicos e Ministério”

Carlos Santos, dirigente do Sindicato Independente dos Médicos fala sobre adiamento da negociação da grelha salarial.
13 de Junho de 2010 às 00:30
“Tema de interesse para médicos e Ministério”
“Tema de interesse para médicos e Ministério” FOTO: D.R.

Correio da Manhã – Qual é o ponto da situação das negociações entre o Sindicato Independente dos Médicos e o Ministério da Saúde?

Carlos Santos – O dossiê dos serviços mínimos [em caso de greve] está finalizado, o dos concursos está a meio e o da avaliação de desempenho também está em fase intermédia.

– E quanto às grelhas salariais?

– Esse é um assunto importante quer para os médicos quer para o Ministério da Saúde. Os médicos estão interessados em que haja aumentos por escalão e o Ministério da Saúde tem interesse em alargar o horário de trabalho, das 35 para as 40 horas, de maneira a cortar nas despesas com horas extraordinárias.

– Os médicos aceitaram, como foi noticiado, o congelamento dos seus salários este ano?

– O que está em causa não é a classe médica: o Governo decidiu e fez saber que, por causa da crise económica, este ano não há aumentos salariais para a Função Pública e os médicos estão integrados em estruturas da Função Pública.

– Os médicos aceitaram ou não congelar as negociações das tabelas salariais com o Ministério da Saúde devido à crise que o País atravessa?

– Não aceitaram nem deixaram de aceitar, pois isso não foi discutido. O que se passa é que há uma série de dossiês importantes que estão a ser discutidos.

– Mas há possibilidade de acordo ainda este ano sobre as grelhas salariais?

– Não vejo bem como. Dificilmente. Todos os dossiês são importantes e nem todos estão concluídos.

– Em comparação com o passado recente, dá ideia de que o momento actual é de algum apaziguamento nas relações entre os médicos e o Ministério da Saúde. É assim?

– Os médicos sempre conseguiram, através dos seus sindicatos, negociar acordos com o Ministério. Nunca houve clima de confronto.

Ver comentários