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Correio da Manhã

Sociedade

Tempo de serviço dos professores custa 320 milhões de euros por ano

Contas dos profissionais são quase metade das do Governo.
Bernardo Esteves 12 de Abril de 2019 às 08:18
Professores
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A recuperação integral do tempo de serviço congelado aos professores teria um custo de 320 milhões por ano, quase metade dos 600 milhões avançados pelo Governo.

Os cálculos foram feitos por um grupo de docentes e a diferença face aos valores do executivo explicam-se sobretudo pelo facto de não incluírem o IRS.

"Não faz sentido apresentar o valor ilíquido quando o IRS é logo retido na fonte, o Governo não tem essa despesa. As nossas contas incluem apenas o valor efetivamente pago aos docentes e o desconto de 11% para a Caixa Geral de Aposentações", afirma Maurício Brito, professor que efetuou os cálculos, com o apoio de Paulo Guinote e outros docentes.

Para efetuar as contas basearam-se "no documento entregue pelo Governo aos sindicatos em 24 de janeiro de 2018, que continha o número de professores em cada escalão e em cada ano de cada escalão". Chegaram a um valor ilíquido de 506,2 milhões de euros. Descontando o IRS, o número desce para os 320 milhões já referidos.

Mas com a recuperação faseada proposta pelos sindicatos até 2025 (tal como na Madeira), a despesa nestes sete anos seria "inferior a 50 milhões de euros por ano". Só a partir de 2026 seria preciso pagar anualmente o bolo total. Que seria inferior aos 320 milhões referidos, porque entretanto "cerca de sete mil docentes se teriam aposentado".

Dia 16, o Parlamento decidirá se encontra uma solução alternativa à do Governo. Entretanto, os docentes anunciaram que estendem a greve de trabalho extraordinário às atividades nas férias da Páscoa.
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