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Correio da Manhã

Sociedade
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Têxtil deixa 120 no desemprego

Trabalhadores da Meatex têm salários e subsídios em atraso e rejeitam liquidação
5 de Junho de 2013 às 01:00

Isabel Bezerra tem 36 anos e não consegue pagar as contas da família nem os livros escolares dos dois filhos sem a ajuda dos pais. É uma dos 120 trabalhadores da empresa Meatex, em Lousado, Famalicão, que não receberam os salários de março, abril e maio, nem os subsídios de férias e Natal do ano passado. A têxtil está fechada desde 25 de abril e os funcionários não acreditam que volte a abrir portas.

"Disseram-nos que tínhamos de tirar férias porque não havia matéria-prima para a próxima encomenda. Devíamos regressar segunda-feira, mas estava tudo fechado e ninguém nos dá qualquer satisfação", contou ao CM a costureira, que trabalhava na Meatex há mais de 22 anos.

Franclim Ferreira, que representa mais de 60 trabalhadores, disse que "quando se impõe férias e pára a produção em grandes dificuldades, a possibilidade de reabrir é muito reduzida".

Os funcionários devem agora pronunciar-se contra a liquidação da têxtil, já que o fundo de garantia social a que têm direito, em caso de fecho, lhes assegura 8700 euros. "Não acredito que a empresa ainda nos pague", diz a funcionária Lúcia Silva.

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