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Correio da Manhã

Sociedade
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"Todo o cuidado é pouco": cuidados para prevenir coronavírus chegam às escolas

Alunos devem tapar a boca e nariz com o braço quando tossirem.
João Saramago, Secundino Cunha e Bernardo Esteves 6 de Fevereiro de 2020 às 08:38
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A expansão do novo vírus mortal da China levou a Direção-Geral da Saúde a reforçar a divulgação de informação. Escolas e centros de Saúde são, depois dos aeroportos, os espaços públicos que contam com cartazes informativos sobre os cuidados a ter para evitar a propagação do vírus que, de acordo com os dados desta quarta-feira da Organização Mundial da Saúde, tinha atingido mais de 24 500 pessoas em todo o mundo.

"Todo o cuidado é pouco" em relação ao surto do novo coronavírus na China, avançou esta quarta-feira a Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, que indicou terem sido dadas indicações às unidades de Saúde para atualizarem os planos de contingência. Graça Freitas referiu que Portugal está a preparar-se para uma "eventual escalada de infeções", e para isso, acrescentou, foi reforçada a informação nas ligações aéreas para a China. "Os folhetos informativos que são dados nos aeroportos passam também a serem dados nos aviões", explicou a dirigente da autoridade de Saúde que, por agora, rejeita um rastreio dos passageiros que chegam a Portugal.

Nas escolas, os alunos são aconselhados a lavarem as mãos, e quando espirrarem ou tossirem, que o façam sempre para o cotovelo para assim ser evitado um eventual contágio. É pedido para não partilharem objetos como esferográficas, talheres, telemóveis ou comida. Em caso de dúvida devem colocar as questões aos professores e à família.

Já nos centros de Saúde é pedido para serem tidos em conta sintomas como febre, tosse e dificuldades respiratórias para quem tenha regressado da China ou tenha tido contacto, por exemplo, através de um aperto de mão, com pessoas doentes. Revela a informação disponibilizada pela Direção-Geral da Saúde que, nestas circunstâncias, a pessoa deve entrar em contacto de imediato com os elementos da segurança ou os administrativos do centro de Saúde.

Portugueses de quarentena estão saudáveis
A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, avançou que "estão bem" os 20 repatriados da China que permanecem sob quarentena. Ao CM, o técnico do Hubei Chufeng Heli, Luiz Ferreira, disse que o ambiente é "tranquilo" no Hospital Pulido Valente. Fernando de Almeida, presidente do Instituto Ricardo Jorge, referiu que deram negativo os dois últimos casos suspeitos.

Bastonário pede reforço para lidar com pico do vírus
O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, afirmou esta quarta-feira, à margem da tomada de posse para um novo mandato, que "vai ser preciso reforçar a capacidade de resposta [ao coronavírus] em abril", altura em que se prevê "o pico do surto". A ministra da Saúde, Marta Temido, disse que há "um plano para lidar com o número de casos estimados" no País, mas diz que é feita uma "aferição" permanente da situação.

PORMENORES
Portugueses em Macau
Muitos dos portugueses que estão em Macau passaram a trabalhar a partir de casa e o medo do coronavírus levou-os a importar produtos, como máscaras e desinfetantes.

Bom para as exportações
A ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, afirmou que o coronavírus "até pode ter consequências bastante positivas" para as exportações portuguesas do setor agroalimentar para os mercados asiáticos.

Pedidos 613 milhões
A Organização Mundial da Saúde apelou à criação de um fundo de 613 milhões de euros para combater a epidemia causado pelo coronavírus nos próximos três meses. Segundo os dados ao início da noite desta quarta-feira, havia 24 554 casos confirmados e 492 mortos.
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