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Correio da Manhã

Sociedade
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Trabalhadora de corticeira foi despedida após denunciar assédio moral

Fernando Couto Cortiças despediu mulher, acusando-a de colocar em causa o bom nome da empresa.
Paulo Jorge Duarte 11 de Janeiro de 2019 às 01:30
Cristina Tavares
Cristina Tavares
Cristina Tavares
Cristina Tavares
Cristina Tavares
Cristina Tavares
A empresa Fernando Couto Cortiças S.A., de Santa Maria da Feira, despediu novamente Cristina Tavares, depois de a funcionária ter sido reintegrada judicialmente em maio de 2018 e ter denunciado assédio moral por parte da firma.

A mulher foi suspensa em novembro do ano passado e alvo de um processo disciplinar. O despedimento por justa causa foi-lhe comunicado esta quinta-feira.

"Procedemos ao despedimento de Cristina Tavares por ter ficado provado que a trabalhadora divulgou um conjunto de factos que bem sabia serem falsos e caluniosos, e que puseram em causa o bom nome da empresa, causando danos incomensuráveis e irreparáveis" disse, em comunicado, a administração da empresa.

"Como certamente a trabalhadora irá impugnar o despedimento judicialmente, deixamos a nossa defesa para o local próprio", acrescentou a empresa.

"Essa empresa afasta quem não aceita despedimentos ilícitos, quem luta pela reintegração do seu posto de trabalho em detrimento de indemnizações", referiu o Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte, que vai apoiar Cristina e que amanhã prestará mais esclarecimentos. 

Corticeira tinha sido multada em 31 mil euros
A empresa Fernando Couto Cortiças S.A. despediu Cristina Tavares com base na extinção do posto de trabalho. Depois de uma batalha judicial, a operária foi reintegrada em maio de 2018.

A mulher terá sido alvo de assédio moral e obrigada a carregar, todos os dias, a mesma palete com o mesmo material. Na sequência de um processo de investigação, a Autoridade para as Condições de Trabalho multou a empresa em 31 mil euros.
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