page view

Trabalhadores da EGEAC de Lisboa exigem negociações de aumentos salariais de 2026

Nuno Almeida, do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa, diz que a carta foi entregue na quinta-feira, dia em que se realizou uma concentração de trabalhadores da EGEAC à porta da empresa.

23 de outubro de 2026 às 18:45

Os trabalhadores da Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural de Lisboa (EGEAC) entregaram à administração da empresa municipal uma carta a exigir negociações de aumentos salariais relativos a 2026, disse esta sexta-feira à Lusa fonte sindical.

Segundo Nuno Almeida, do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML), a carta foi entregue na quinta-feira, dia em que se realizou uma concentração de trabalhadores da EGEAC à porta da sede da empresa, para exigir o direito à negociação e obter respostas a um conjunto de reivindicações.

O sindicalista referiu que desde maio que há um pedido de reunião do sindicato para dar continuidade ao processo negocial relativo aos salários de 2026, mas o conselho de administração (CA) "tem recusado".

"O CA aplicou, desde fevereiro ou março, os aumentos salariais que foram aplicados à administração pública. A verdade é que, para nós, e segundo também o próprio CA, o processo negocial relativo a 2026 ainda não está encerrado, e, sem haver diálogo e negociação, fica aqui esta expectativa e os receios dos trabalhadores em aberto", acrescentou.

De acordo com Nuno Almeida, "a ansiedade entre os trabalhadores está-se a acentuar", tendo em conta o aumento do custo de vida e também o aproximar do fim do ano, porque temem "uma estratégia" do CA de não reunir para não negociar aumentos para 2026.

"Eu acho que os trabalhadores estão ansiosos por aumentos salariais dignos, tendo em conta o aumento de custo de vida que se tem verificado este ano. É mais que evidente que os 56 euros que foram as atualizações salariais para a administração pública, ou os 2,15%, não são suficientes para fazer face a este aumento de custo de vida", sublinhou.

Caso a posição do CA não se altere, os trabalhadores admitem partir para outras formas de luta, acrescentou.

"Avaliaremos outros caminhos, nomeadamente também chamar a atenção da tutela, que é a Câmara Municipal de Lisboa e o seu presidente, para esta atitude antinegocial desta empresa. A negociação coletiva está prevista na Constituição, no próprio acordo de empresa e tem regras. Podemos recorrer à DGERT [Direção-geral do Emprego e das Relações de Trabalho], porque está aqui negado o direito à negociação e a DGERT também pode tomar medidas no sentido de obrigar a empresa a sentar à mesa com o sindicato", disse.

Estes trabalhadores, que permitem que museus e galerias, teatros e cinema, monumentos e outros locais culturais funcionem em Lisboa, realizaram uma greve em 24 de abril, tendo existido um pedido de reunião do STML ao CA, em 11 de maio.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a sua rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8