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Correio da Manhã

Sociedade
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Trabalhadores das cantinas escolares e hospitais em greve na segunda-feira

Paralisação pode levar a que estabelecimentos de ensino não abram as portas.
Lusa 11 de Maio de 2017 às 12:59
Cantina escolar
Lisboa, Cantina Velha, Universidade de Lisboa, Francisco Canelas, Associação de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, AEFLUL, Cantina Velha da Universidade, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Escola Superior Náutica Infante D.Henrique, Faculdade de Letras, Dia Internacional do Estudante, Assembleia da República, Orçamento do Estado, Ministério da Ciência, Tecnologia, Ensino Superior, Fundo de Ação Social, educação, universidades, política, orçamento do estado e impostos, questões sociais
Cantina escolar
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Lisboa, Cantina Velha, Universidade de Lisboa, Francisco Canelas, Associação de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, AEFLUL, Cantina Velha da Universidade, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Escola Superior Náutica Infante D.Henrique, Faculdade de Letras, Dia Internacional do Estudante, Assembleia da República, Orçamento do Estado, Ministério da Ciência, Tecnologia, Ensino Superior, Fundo de Ação Social, educação, universidades, política, orçamento do estado e impostos, questões sociais

Os trabalhadores das cantinas e refeitórios escolares, de hospitais e outros serviços do Estado concessionados vão estar em greve na segunda-feira, para reivindicar melhores salários, o que poderá afetar o funcionamento das escolas, anunciou à Lusa fonte sindical.

"A greve dos trabalhadores prende-se com o boicote que existe neste momento por parte da Eurest", a associação patronal das empresas concessionárias Gertal, Itau, Uniself, Ica, para melhorar as condições de vida destes trabalhadores, disse António Brandão, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares da Região Centro.

Estas empresas, que "estão na mesa de negociações, não querem melhorar as condições de vida dos trabalhadores, com salários" congelados há sete anos, sobretudo nalgumas categorias, como é o caso das cozinheiras, disse o sindicalista.

Por outro lado, a grande maioria dos mais de 50.000 trabalhadores ao serviço destas empresas recebe o salário mínimo nacional, adiantou António Brandão, acusando ainda estas empresas de quererem "desregulamentar completamente o contrato coletivo de trabalho".

A acusação prende-se com o facto de estas empresas colocarem os funcionários trabalhar 12 horas diárias, quererem retirar o subsídio de trabalho noturno e reduzir o pagamento em dia feriado, explicou o dirigente do sindicato afeto à CGTP.

Devido à paralisação "muitas escolas irão ter as suas cantinas encerradas", mas nos serviços de alimentação hospitalar serão garantidos os serviços mínimos.

Questionado sobre se a greve pode encerrar escolas, o dirigente sindical disse que não sabe qual será "o comportamento de cada direção das escolas, se irá fugir ao que a lei diz de que escola não pode estar aberta se não houver alimentação".

Em paralisações anteriores "tem havido situações de crianças a comerem sandes" e de alunos que levam comida para a escola por indicação do agrupamento escolar.

"Perante esta situação e perante uma tentativa de retirada de direitos", vamos realizar esta greve no dia 15 de maio, com concentrações em Lisboa e na região norte junto às empresas, frisou.

"Greve pode fechar muitas escolas"

Os diretores das escolas públicas advertiram que a greve dos trabalhadores das cantinas e refeitórios escolares concessionados pode levar ao encerramento de muitas escolas na segunda-feira, além de encurtar ainda mais o terceiro período letivo.

Os trabalhadores das cantinas e refeitórios das escolas, de hospitais e outros serviços do Estado concessionados vão estar em greve na próxima segunda-feira, para reivindicar melhores salários, disse à agência Lusa António Brandão, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares da Região Centro.


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