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Correio da Manhã

Sociedade
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Trabalhadores das creches contestam transferência de equipamentos

Mais de cem trabalhadores das creches e estabelecimentos do pré-escolar da Segurança Social são esperados para esta sexta-feira, numa concentração em frente à sede do organismo, em Lisboa, num protesto à "privatização destes equipamentos", situação já negada pelo instituto.
13 de Julho de 2012 às 08:57
Mais de cem trabalhadores das creches e estabelecimentos do pré-escolar concentração à frente da Segurança Social
Mais de cem trabalhadores das creches e estabelecimentos do pré-escolar concentração à frente da Segurança Social FOTO: d.r.

O protesto está marcado para as 14h30, na rua Rosa Araújo, onde são esperados de "100 a 150 trabalhadores" que exigem "a salvaguarda dos direitos adquiridos, concretamente, a estabilidade de emprego", segundo a Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública.

 A contestação dos trabalhadores surge na sequência da "decisão do Governo de privatizar os equipamentos de acção social, nomeadamente creches e pré-escolar, do Instituto de Segurança Social (ISS)", adiantou à  o coordenador da federação, Luís Pesca.

O Instituto de Segurança Social negou, na quinta-feira, "qualquer tentativa de privatização" destes equipamentos e assegurou que os direitos laborais dos trabalhadores estão garantidos.

A Segurança Social garante que informou, através de uma carta enviada a todos os trabalhadores, de que estão garantidos os "seus atuais direitos laborais".

Para o efeito, adianta a Segurança Social, foi lançado um concurso público, garantindo que as entidades que futuramente assumam a gestão destas creches e estabelecimentos do ensino pré-escolar estão devidamente credenciadas e preparadas para assegurar projectos pedagógicos de qualidade.

O coordenador da Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública disse à Lusa que "os trabalhadores não concordam com esta entrega, porque consideram que estes equipamentos devem manter-se sob a gestão do Instituto de Segurança Social e estão receosos com a sua situação laboral".

"Preocupa-nos que equipamentos que  estão a funcionar bem, que prestam um bom serviço à população, sejam entregues a uma gestão privada que, se não resultar, quem sai prejudicado são os trabalhadores e as famílias das crianças que estão nestes equipamentos", frisou Luís Pesca.

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