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Correio da Manhã

Sociedade
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Trabalhadores não docentes de escola em Sintra protestam contra falta de pessoal

Situação no Agrupamento de Escolas Ruy Belo é semelhante à de quase todas as escolas do país.
Lusa 8 de Novembro de 2019 às 10:23
Sala de aula
Sala de aula FOTO: Getty Images
Trabalhadores não docentes da EB1/JI de Monte Abraão, concelho de Sintra, distrito de Lisboa, estão concentrados desde as 09h00 desta sexta-feira em frente ao estabelecimento de ensino para reivindicar o reforço de funcionários.

Em declarações à agência Lusa, a delegada sindical Custódia André explicou que a situação no Agrupamento de Escolas Ruy Belo (com três estabelecimentos) é semelhante à de quase todas as escolas do país.

"Faltam funcionários. Estamos a falar de 692 alunos, 61 dos quais são crianças com necessidades educativas especiais. Somos 14 funcionários apenas na EB1/JI, mas só nove é que estão ao serviço, porque temos pessoas na mobilidade, outros de baixa e licenças", contou.

Custódia André disse que a escola não está encerrada porque não se quer prejudicar as crianças e os pais.

"As crianças não têm culpa da situação e os pais também não. Temos conhecimento de pais que estão em vias de despedimento porque quando as escolas encerram não têm onde pôr os meninos. Por isso, vamos estar aqui concentradas um bocadinho para chamar a atenção para o problema grave da falta de funcionários nas escolas que podem trazer problemas graves de segurança", esclareceu.

De acordo com a delegada sindical, já foram feitos vários contactos com a Câmara Municipal de Sintra (distrito de Lisboa), mas as respostas são sempre as mesmas: a autarquia está a cumprir os rácios.

"Estão a cumprir os rácios, mas depois mandam funcionários para a mobilidade", realçou.

Nas últimas semanas, várias escolas de todo o país têm sido encerradas devido à greve dos trabalhadores não docentes que reclamam um reforço de pessoal e melhores condições.

Esta sexta-feira termina a greve de funcionários não docentes da Escola Secundária de Mem Martins, concelho de Sintra, cuja paralisação dura há quatro dias entre as 07h00 e as 10h00, estando o estabelecimento de ensino encerrado durante este período.

Em causa está também a falta de trabalhadores e a "necessidade urgente do seu reforço".

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas, nem a Câmara Municipal de Sintra, que vai passar a gerir as escolas secundárias do concelho, nem o Ministério da Educação atuam para resolver a falta de funcionários.

As escolas secundárias que ainda estão sob gestão do Ministério da Educação vão passar a ser geridas pela Câmara de Sintra a partir de janeiro.

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