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Correio da Manhã

Sociedade
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Trabalhadores regressam ao trabalho após greve histórica na Autoeuropa

Administração da empresa promete ouvir os sindicatos já no próximo dia 7 e setembro.
Lusa 31 de Agosto de 2017 às 00:26
Trabalhadores em greve na Autoeuropa
Trabalhadores em greve na Autoeuropa
Trabalhadores em greve na Autoeuropa
Trabalhadores em greve na Autoeuropa
Trabalhadores em greve na Autoeuropa
Trabalhadores em greve na Autoeuropa
Trabalhadores em greve na Autoeuropa
Trabalhadores em greve na Autoeuropa
Trabalhadores em greve na Autoeuropa
Trabalhadores em greve na Autoeuropa
Trabalhadores em greve na Autoeuropa
Trabalhadores em greve na Autoeuropa
Os trabalhadores da Autoeuropa regressam esta quinta-feira ao trabalho, depois da greve histórica de quarta-feira contra a obrigatoriedade de trabalharem ao sábado, a primeira paralisação por razões laborais desde que a empresa iniciou a atividade há cerca de 27 anos.

"Esta greve foi importante porque nos permitiu vincar a nossa posição. Penso que a administração acabará por compreender as nossas razões e acabará por apresentar uma proposta mais equilibrada no que respeita ao trabalho aos sábados", disse esta noite à agência Lusa um trabalhador que aderiu à paralisação, que, segundo a empresa, teve uma adesão de 41%, mas que parou toda a produção da fábrica de automóveis de Palmela, no distrito de Setúbal.

Os sindicatos mais representativos na Autoeuropa fizeram esta quinta-feira um "balanço positivo" da paralisação de quarta-feira, mas, pelo menos para já, não querem entrar na 'guerra dos números' sobre a adesão à greve e remetem para a próxima semana uma avaliação mais pormenorizada.

"A Autoeuropa não produziu um único carro", disse à agência Lusa Eduardo Florindo, do Sitesul, Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul, afeto à CGTP, pouco depois de serem conhecidos os números da adesão à greve revelados pela administração da Autoeuropa.

Apesar da greve realizada esta quarta-feira, administração, trabalhadores e sindicatos reafirmaram a convicção de que continua a ser possível um acordo para a implementação dos novos horários de laboração contínua, designadamente no que respeita ao trabalho aos sábados, que esteve na origem da paralisação e que levou à demissão da atual Comissão de Trabalhadores após a rejeição, pelos trabalhadores, do pré-acordo que tinha negociado com a empresa.

De acordo com o novo modelo de horários que deveria ser implementado a partir de novembro, cada trabalhador iria rodar nos turnos da manhã e da tarde durante seis semanas e faria o turno da madrugada durante três semanas consecutivas, com uma folga fixa ao domingo e uma folga rotativa nos outros dias da semana.

A administração da Autoeuropa promete ouvir os sindicatos já no próximo dia 7 e setembro, às 17h00, mas, seguindo a tradição da empresa, tudo indica que vai aguardar pela eleição da nova Comissão de Trabalhadores, prevista para 3 de outubro, para negociar os termos de um novo acordo que mereça a aprovação de todas as partes envolvidas.
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