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Correio da Manhã

Sociedade
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Suspensa a greve dos trabalhadores da Galp

Por alegada interferência do Governo.
27 de Dezembro de 2015 às 12:37
Trabalhadores da Petrogal, do grupo Galp Energia, tinham marcado greve para os dias 28, 29 e 30 de dezembro
Trabalhadores da Petrogal, do grupo Galp Energia, tinham marcado greve para os dias 28, 29 e 30 de dezembro FOTO: João Miguel Rodrigues/Correio da Manhã

A paralisação dos trabalhadores da Petrogal, agendada para segunda, terça e quarta-feira, foi suspensa por alegados impedimentos a que "os trabalhadores exerçam, plenamente, o direito de greve", informa um comunicado sindical.

Os trabalhadores da Petrogal, do grupo Galp Energia, marcaram a greve como forma de reivindicar a defesa da contratação coletiva, os direitos laborais e os regimes de saúde e de reformas.

Porém, a Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Elétricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (Fiequimetal) considera que a intervenção do Governo interfere com a adesão dos trabalhadores à greve.

Para a estrutura sindical, "tal despacho constitui uma flagrante violação das disposições legais e constitucionais sobre o direito do exercício da greve, como afronta, também, e mais uma vez, as decisões dos tribunais que se pronunciaram sobre esta matéria".

A Fiequimetal afirma que, nas sentenças condenatórias da posição da administração da empresa, "relativas aos descontos ilegais das greves de 2010 e 2012", os tribunais dizem que "as associações sindicais não estavam legalmente obrigadas a aceitar os 'mínimos técnicos' que a arguida lhes pretendia impor", pois, "a aceitar-se a posição da arguida, o modo de exercício do direito de greve passaria a ser determinado pela vontade da empresa e não pelas associações representativas dos trabalhadores".

Perante o despacho sobre "os mínimos técnicos", que a federação sindical acusa de criar uma "situação de ilegalidade, que impede os trabalhadores de exercerem, plenamente, o direito de greve", a Fiequimetal e o Sicop (Sindicato da Indústria e Comércio Petrolífero) decidiram suspender a greve.

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