Transplante renal reduz risco de morte

Órgão é implantado através de cirurgia para substituir os que deixaram de funcionar.
Por Daniela Polónia|13.10.18
O transplante renal, em comparação com a hemodiálise ou a diálise peritoneal, reduz o risco de morte cardiovascular e aumenta a sobrevivência do doente. Para além disso, "melhora a qualidade de vida, já que o rim funciona 24 horas por dia, sem necessitar de tratamento. Permite, assim, a reabilitação profissional e social, melhorando o bem-estar do doente e da família", explica Susana Sampaio, presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação.

A cirurgia em que é implantado um rim é recomendada em caso de doença renal crónica e tem por objetivo substituir os rins que deixaram de funcionar. Em causa está a perda da capacidade de filtrar e eliminar produtos do metabolismo. "A acumulação de potássio faz com que as células não funcionem, o que pode levar a paragem cardíaca e à morte", afirma a médica. Com a acumulação de líquidos pode ainda haver enjoos, diminuição do apetite, vómitos e falta de ar.

Apesar das vantagens do transplante, nem todos os doentes podem ser candidatos. A idade limite consensual entre os médicos é os 70 anos. É também preciso fazer uma avaliação cardiovascular, com recurso a exames , como o ecocardiograma.

"É importante excluir a existência de doença que possa impedir o transplante, como o diagnóstico de cancro não curado ou que, dependendo do tipo, tenha menos de dois a cinco anos de remissão. Outros fatores limitantes são infeções ativas e problemas urológicos ", diz a especialista em nefrologia.

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