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Correio da Manhã

Sociedade
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Tratamento de cegueira em crianças vence Prémio Champalimaud

Terapia genética consegue restaurar a visão de crianças com uma doença hereditária.
Francisca Genésio 4 de Setembro de 2018 às 18:00
Os investigadores premiados Jean Bennett, Samuel Jacobson, Albert Maguire e Michael Redmond
Os investigadores premiados Jean Bennett, Samuel Jacobson, Albert Maguire e Michael Redmond
Os investigadores premiados Jean Bennett, Samuel Jacobson, Albert Maguire e Michael Redmond
Os investigadores premiados Jean Bennett, Samuel Jacobson, Albert Maguire e Michael Redmond
Os investigadores premiados Jean Bennett, Samuel Jacobson, Albert Maguire e Michael Redmond
Os investigadores premiados Jean Bennett, Samuel Jacobson, Albert Maguire e Michael Redmond

Há uma nova forma para tratar a cegueira nas crianças. A 12.ª edição do prémio António Champalimaud de Visão 2018 foi ontem entregue aos investigadores Jean Bennett, Albert Maguire, Robin Ali , James Bainbridge, Samuel Jacobson, William Hauswirth e Michael Redmond que descobriram uma terapia genética que consegue restaurar a visão de crianças com uma doença hereditária. A cerimónia foi presidida pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

"Estou muito honrada com esta distinção, é a primeira vez que uma terapia genética consegue tratar uma doença hereditária. É um marco histórico", disse ao CM a cientista Jean Bennett. O prémio entregue pela Fundação Champalimaud, em Lisboa, é o maior galardão na área da visão e é apoiado pela Organização Mundial da Saúde, tendo o valor de um milhão de euros. "Este dinheiro vai ajudar-nos a nós, investigadores, e aos nossos colaboradores, para continuarmos a procurar mais formas de tratar a cegueira", explicou Albert Maguire, professor de oftalmologia.

A investigação baseou-se na clonagem prévia de um gene, feita por Michael Redmond, que descobriu que as mutações neste gene provocam cegueira nas crianças. Substituindo este gene, com uma técnica de reposição do gene no olho, a visão da criança é recuperada. O processo é cirúrgico e traz uma nova esperança para os tratar a cegueira não só em crianças com Amaurose Congénita de Leber – doença hereditária -, mas também em adultos com outras doenças. "Há muitas formas de cegueira que não envolvem apenas um gene.  É como a cura para o cancro. Nunca poderá haver só uma, mas sim várias. Ainda assim, esta investigação mostra-nos que é possível descobrir mais", explicou ao CM Michael Redmond.

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