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Correio da Manhã

Sociedade

Tratamento inovador à próstata preserva vida sexual

Já foram tratados quase 1300 doentes com esta técnica. Um terço são estrangeiros.
Cláudia Machado 22 de Outubro de 2017 às 01:30
Técnica interrompe parcialmente a circulação sanguínea na próstata
Cancro da próstata
Cancro da próstata
Qualidade do sono pode ser afetada devido à necessidade constante e urgente de urinar. Há doentes que têm de se levantar várias vezes durante a noite
Técnica interrompe parcialmente a circulação sanguínea na próstata
Cancro da próstata
Cancro da próstata
Qualidade do sono pode ser afetada devido à necessidade constante e urgente de urinar. Há doentes que têm de se levantar várias vezes durante a noite
Técnica interrompe parcialmente a circulação sanguínea na próstata
Cancro da próstata
Cancro da próstata
Qualidade do sono pode ser afetada devido à necessidade constante e urgente de urinar. Há doentes que têm de se levantar várias vezes durante a noite
Deitado na maca, o sueco Ola Kraft, de 61 anos, garante que não sente nada. "Estou ótimo", assegura, ao mesmo tempo que a equipa do Hospital St. Louis, em Lisboa, lhe reduz o tamanho da próstata através de uma técnica minimamente invasiva, com um baixo risco de complicações como a disfunção sexual ou a incontinência urinária.

Chama-se embolização das artérias prostáticas e já foi aplicada em quase 1300 doentes em Portugal. Um terço são estrangeiros. O empresário sueco é precisamente um exemplo da procura que esta técnica tem além-fronteiras.

"O meu urologista, na Suécia, disse-me que precisava de cirurgia, mas percebi que era muito invasiva e poderia afetar a minha vida sexual. Comecei a pesquisar e encontrei artigos sobre este procedimento em Portugal. Quando decidi avançar, pareceu-me óbvio que fosse aqui", afirma Ola Kraft.

Com uma próstata de 130 gramas, quando os valores considerados normais vão até aos 35, já apresentava graves complicações. "Deixei de conseguir urinar e tinha de usar um cateter", explica o empresário, lamentando que o tratamento "não seja mais divulgado e praticado noutros países".

Doença afeta metade dos homens a partir dos 50 anos
A hiperplasia benigna da próstata "afeta metade dos homens a partir dos 50 anos de idade". Uma realidade que aumenta com o envelhecimento: "A partir dos 80 anos, cerca de 90% dos doentes pode ter sintomas", explica João Martins Pisco, especialista em radiologia de intervenção.

Este problema traduz-se num aumento benigno do volume da próstata, que pode acabar por obstruir a uretra. Os sintomas mais comuns passam por "um fluxo urinário baixo, com jatos fracos ou interrompidos", assim como pela necessidade de urinar que interrompe constantemente o sono.

A sensação de não ter esvaziado completamente a bexiga ou a presença de sangue na urina são outros sintomas associados frequentemente à hiperplasia benigna da próstata.

O doente pode também sofrer de impotência sexual, uma condição geralmente provocada pela medicação prescrita para este problema. Caso não procure o tratamento adequado, o doente pode desenvolver complicações graves como infeções urinárias ou até mesmo insuficiência renal.
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