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Correio da Manhã

Sociedade
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Troca de seringas nas prisões em adesão, dez anos após projeto piloto

Principal entrave é o facto de implicar a autodelação dos consumidores.
Lusa 13 de Março de 2017 às 08:27
Programa de troca de seringas nas prisões começou em 2007 mas teve poucos resultados práticos
Programa de troca de seringas nas prisões começou em 2007 mas teve poucos resultados práticos FOTO: Getty Imagess
A troca de seringas nas prisões continua sem adesão, quase dez anos após o início do programa experimental que visou diminuir a contaminação de doenças infecto-contagiosas entre reclusos.

Em entrevista à agência Lusa, o diretor-geral do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) explicou que um dos entraves que este programa teve desde o início foi o facto de implicar a autodelação dos consumidores.

"Desde o início que eu e outros técnicos fomos da opinião de que isso não ia ser eficaz. Tanto quanto sei não houve alteração a esse desenho", adiantou João Goulão.

O programa experimental de troca de seringas para reclusos nas prisões portuguesas iniciou-se em setembro de 2007 "na vertente teórica" nas cadeias de Lisboa e Paços de Ferreira.

Apesar da falta de adesão a este programa, João Goulão congratulou-se com o facto de, segundo alguns inquéritos em meio prisional, "a tendência ser de um decréscimo muito significativo do consumo por via injetável, quer no período prévio à detenção quer dentro das prisões. Esse decréscimo continua a ocorrer".
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