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Correio da Manhã

Sociedade
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Ucranianos em Portugal pedem ajuda à Europa

Querem travar ação russa na Crimeia.
28 de Fevereiro de 2016 às 15:40
Ucranianos em Portugal, manifestam-se em Lisboa, no âmbito da Marcha Europeia pelo fim da guerra da Rússia contra a Ucrânia
Ucranianos em Portugal, manifestam-se em Lisboa, no âmbito da Marcha Europeia pelo fim da guerra da Rússia contra a Ucrânia FOTO: Pedro Nunes/Lusa
O hino da Ucrânia entoou-se este domingo no Terreiro do Paço, em Lisboa, para pedir o apoio da Europa contra a intervenção militar russa no território e a anexação da Crimeia, em 2014.

Cerca de uma centena de ucranianos residentes em Portugal assinalaram com uma marcha lenta, até ao largo Camões, os dois anos de luta contra "a ocupação russa" daquela península, numa iniciativa que se replicou em várias capitais europeias.

"Dois anos de agressão contra a Crimeia", lia-se nos cartazes empunhados pelos manifestantes, entre os quais se encontrava um refugiado daquela região chegado há um ano a Portugal.

Alex, 36 anos, fugiu com a mulher e as duas filhas da perseguição de que estavam a ser alvo na Crimeia. Era jurista na Câmara Municipal de Ialta. Não pode voltar a casa enquanto a situação não mudar naquele território, onde os cidadãos pró Ucrânia são perseguidos e ameaçados: "Deixam cartas no correio e fazem ameaças até as pessoas abandonarem as casas", disse.

Fotografias da destruição provocada pelos ataques, imagens de combatentes enviadas por um batalhão do exército ucraniano que enfrenta os separatistas no leste e de famílias no território ilustraram a manifestação, na qual estiveram sempre presentes três bandeiras: a da Ucrânia, a da Crimeia e a que simboliza a luta histórica dos voluntários pela independência do país.

A embaixadora da Ucrânia em Portugal, Ohnivets Inna, participou na manifestação, sublinhando a necessidade de apoio. "Parte do nosso território está sob ocupação pela Federação Russa", declarou. "Queremos recuperar a integridade territorial do nosso Estado, os ucranianos que vivem em Portugal são muito ativos e sentem o apoio da população na defesa da nossa terra natal", frisou.

O Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, ordenou na sexta-feira o reforço da defesa nacional ao longo da costa do mar Negro, face a uma potencial ameaça da Rússia, que nos últimos meses reforçou a presença militar na península da Crimeia.
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