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Um milhão sofre com enxaqueca

Crónica e incapacitante, a enxaqueca afeta cerca de um milhão de portugueses, com especial incidência na população adulta e do sexo feminino.
2 de Março de 2013 às 23:00

"A enxaqueca, em geral, é uma doença crónica, mas episódica, recorrente. Após a menopausa, a enxaqueca cede em dois terços das mulheres. No entanto, fatores como a elevada frequência das crises, o uso inadequado da medicação e a obesidade podem levar a que a enxaqueca se torne crónica e diária", garante Isabel Luzeiro, presidente da Sociedade Portuguesa de Cefaleias.

"A enxaqueca é uma doença crónica incapacitante e a 19ª causa de incapacidade em todo o Mundo. A incapacidade funcional dos doentes é, de um modo geral, elevada, traduzindo-se em absentismo laboral e no não cumprimento de obrigações sociais e familiares", acrescentou a especialista.

Para tal, contribui o descrédito ainda generalizado em relação a esta patologia, que muitos doentes consideram parte integrante do seu dia a dia.

"De um modo geral, os doentes entendem a enxaqueca como uma doença benigna. Embora estejam interessados no conhecimento e tratamento da sua patologia, criam-se vícios de atitude e descrédito. Para isso, contribui o facto de não ser mortal e ter elevada prevalência", esclarece Isabel Pavão Martins, neurologista da consulta de cefaleias do Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

"Normalmente, as pessoas têm poucas crises e vão vivendo com isso. Quando as crises se tornam completamente incontroláveis e a pessoa já está com grande sofrimento, é que tende a aparecer nas consultas", acrescenta a docente da Faculdade de Medicina.

São precisamente os casos mais graves, tais como uma forma rara de enxaqueca, que apa- recem com mais frequência nas consultas da espe- cialidade.

"Há uma forma muito rara de enxaqueca, que se chama enxaqueca com aura, em que as pessoas antes de terem dor de cabeça têm perturbações visuais, como um risco ou um brilho à frente dos olhos, com a mão ou a língua dormentes, ou com dificuldade em falar durante cerca de vinte minutos", explica a especialista.

Segundo Isabel Pavão Martins, cerca de quinze por cento dos doentes que sofrem de enxaqueca têm esta variante da doença.

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