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Correio da Manhã

Sociedade
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Utentes invadiram instalações da Saúde

"A saúde é um direito, sem ela nada feito", "A saúde não é negócio" e "Médico de família para todos" – foi com estas palavras que dezenas de utentes dos centros de saúde da região de Lisboa invadiram ontem as instalações da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT).
11 de Novembro de 2011 às 01:00
Várias comissões de utentes dos centros de saúde de Lisboa reivindicam mais acesso aos cuidados
Várias comissões de utentes dos centros de saúde de Lisboa reivindicam mais acesso aos cuidados FOTO: Filipa Couto

Os seguranças pediram aos manifestantes para protestarem na rua, pois estariam a "perturbar o normal funcionamento" dos funcionários do edifício. No entanto, esse pedido não foi acatado, e os manifestantes estiveram no átrio da ARSLVT durante mais duas horas. Só abandonaram as instalações depois de serem recebidos pelo presidente do conselho de administração da ARSLVT, Luís Cunha Ribeiro.

"Não ouvimos soluções, só argumentos de crise", afirmou Fernanda Guilherme, representante de uma das comissões de utentes. Graça Guedes, da comissão de utentes de Sete Rios, sublinhou ao CM que "há falta de médicos e enfermeiros", para além de que as unidades de saúde estão a fechar cada vez mais cedo. "Os centros de saúde do Lumiar, Sete Rios e Alvalade fecham duas horas mais cedo, às 20h00, e o de Alvalade fecha ao sábado de manhã". Já Cecília Sales afirmou que "o centro de saúde dos Olivais tem 44 mil utentes, dos quais 20 mil não têm médico".

O Correio da Manhã solicitou esclarecimentos à administração da ARSLVT, que recusou prestar declarações.

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