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Correio da Manhã

Sociedade

Utentes pouco informados sobre serviços

Um estudo realizado pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS) para diagnosticar o acesso aos cuidados de saúde primários públicos revela que apenas 14 por cento dos utentes dos centros de saúde marcam consultas por telefone e quase três em cada 10 desconhecem a existência de consultas de recurso para quem não tem médico de família.
17 de Fevereiro de 2009 às 15:33
Utentes pouco informados sobre serviços
Utentes pouco informados sobre serviços FOTO: d.r.

O "Estudo do acesso aos cuidados de saúde primários do SNS [Serviço Nacional de Saúde]", que teve por objectivo detectar pontos frágeis e descobrir eventuais assimetrias regionais.

O estudo concluiu que a maioria dos utentes está satisfeita com o acesso aos centros de saúde do SNS, mas aponta como aspectos negativos o facto de uma baixa percentagem de utentes marcar consultas por telefone - apenas 14 % - e algum desconhecimento acerca do funcionamento dos serviços dos Centros de Saúde.

Apesar de a maioria dos utentes ter uma imagem positiva sobre as consultas de recurso, 28 por cento dos utentes desconhece que existem estas consultas nos centros de saúde para os utentes sem médico de família.

Os inquiridos mostraram estar satisfeitos com os horários de funcionamento das consultas nos centros de saúde, considerados por 84 por cento como "bons" ou "razoáveis" e 68 por cento tem uma opinião positiva em relação ao tempo de espera por uma consulta.

No entanto, quando comparados com outros serviços, nomeadamente serviço de saúde privados, os centros de saúde foram classificaram negativamente quanto ao tempo de espera por uma consulta desde a marcação até ao dia da consulta e quanto ao tempo de espera para atendimento no dia.

O estudo realça ainda que há 6,39 médicos nos centros de saúde para cada 10 mil habitantes.

Segundo o estudo, há menor facilidade de acesso aos cuidados de saúde primários no Norte do continente, especialmente nas Sub-Regiões de Saúde de Vila Real, Bragança e Viseu, e maior facilidade de acesso em Faro, Coimbra e Castelo Branco.

As Sub-Regiões de Saúde de Portalegre, Leiria, Santarém, Porto, Braga, Viseu e Bragança são as que têm uma rede de cuidados primários do SNS menos ajustada às necessidades da população.

Estes resultados foram obtidos pela ERS através de inquéritos sobre as condições de funcionamento, realizados junto de utentes dos 101 Centros de Saúde do SNS.

O relatório do estudo foi apresentado ao Ministério da Saúde, à Missão para os Cuidados de Saúde Primários, Administrações Regionais de Saúde e Grupo Consultivo para a Reforma dos Cuidados de Saúde Primários num encontro, onde foi consensual a necessidade de reforço de informação prestada aos utentes.

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