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Correio da Manhã

Sociedade
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Verbas para ensino profissional e formação de adultos serão reforçadas

Medida faz parte do programa Portugal 2020.
Lusa 23 de Fevereiro de 2018 às 15:02
Professor
Sala de aula
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O ministro do Planeamento e das Infraestruturas disse esta sexta-feira que as verbas comunitárias terão como prioridade a qualificação e que para o ensino profissional e para a educação de adultos vão ser reforçadas em 300 milhões de euros cada.

Pedro Marques falava aos jornalistas no final de uma reunião da concertação social sobre a reprogramação do Portugal2020 e formação profissional.

"Genericamente na questão do ensino profissional serão mais de 300 milhões de euros os valores a reforçar e a mesma coisa, uma verba superior a 300 milhões para a educação de adultos, no Programa Qualifica", disse o ministro.

Segundo explicou, o reforço de verbas nestas duas áreas "muito importantes na reprogramação do PT2020", vêm de uma mudança de prioridades do atual Governo.

"O valor vem de prioridades que deixámos de ter no contexto da proposta do governo anterior no ensino vocacional ou no ensino recorrente, por exemplo", adiantou Pedro Marques.

O governante que tutela os fundos europeus garantiu que não houve alterações nas dotações dos programas regionais, havendo um "reforço do financiamento da componente científica" nesta área.

Segundo o ministro, a estratégia seguida pelo Governo nos fundos comunitários parece ser "bastante consensual" entre os parceiros sociais.

Questionado sobre as negociações com o PSD sobre o próximo quadro comunitário, Pedro Marques revelou que já tem agendada uma reunião com o interlocutor designado pelos social-democratas para a próxima semana.

"Esperamos que o país seja capaz de gerar consensos porque, no contexto democrático, é normal que haja mudanças de Governo daqui a quatro ou oito anos e queremos que as prioridades estratégicas do país se mantenham", sublinhou Pedro Marques.

Para o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), Vieira Lopes, o plano do Governo "vai no bom sentido" pois na programação inicial dos fundos europeus "foi subestimada a formação de ativos", numa altura em que "a qualificação média dos trabalhadores é fraca e desajustada às necessidades da economia".

Também o presidente da Confederação dos Agricultores Portugueses (CAP), Eduardo Oliveira e Sousa, saiu satisfeito da reunião com o anúncio do reforço das verbas comunitárias para formação e qualificação, sublinhando a "pujança" de alguns setores da agricultura que necessitam atualmente de formação técnica.

Do lado das centrais sindicais, a dirigente da UGT Lucinda Dâmaso aplaudiu a aposta na formação profissional, mas sublinhou que os resultados vão depender em grande parte da gestão dos fundos comunitários.

Já o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, voltou a sublinhar que os investimentos na formação profissional terão de ter retorno na dinamização do emprego e nas condições de trabalho.
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