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Vereadora de Almeirim ameaça alunos na escola

A vereadora da educação da Câmara Municipal de Almeirim invadiu três salas de aula do centro escolar de Fazendas de Almeirim para acusar três crianças, com 5, 7 e 9 anos, de contarem mentiras em casa sobre a comida servida na escola. Os pais estão incrédulos e indignados com a atitude de Emília Moreira, e ponderam apresentar queixa-crime contra a eleita.

30 de outubro de 2011 às 01:00

O caso começou numa palestra sobre alimentação saudável promovida pela Câmara Municipal, no dia 18 de Outubro, quando três encarregados de educação fizeram algumas perguntas à nutricionista sobre os alimentos que devem ser incluídos nas ementas escolares.

Uma vez que as queixas em relação à qualidade da alimentação naquele agrupamento já são antigas, a vereadora sentiu-se atacada e decidiu, ela própria, responder aos pais, o que gerou uma troca de palavras mais acesa no auditório.

No dia seguinte, quarta-feira, Emília Moreira foi à escola e questionou, dentro das salas de aula, cada um dos filhos dos encarregados de educação que tinham participado no debate. À frente das turmas e perante a passividade dos professores, a vereadora confrontou as crianças pelo facto de se queixarem das refeições servidas na escola, levando-as a chorar.

"Nos dias seguintes, a minha filha nem queria ir à escola, porque dizia que tinha medo dessa senhora", disse ao CM um dos pais, Luís Silva. "Foi uma atitude claramente intimidatória, que não pode passar impune", afirmou Paulo Cesário, pai de outra das crianças, e presidente da Associação de Pais da escola.

Contactada pelo Correio da Manhã, Maria Emília Moreira desmente que tenha ameaçado ou coagido as crianças. "Estava acompanhada da coordenadora do agrupamento e da responsável do refeitório e quis apenas mostrar-lhes a quem se devem dirigir sempre que tenham problemas com a comida", explica.

TERRENO CEDE E PÕE EM PERIGO EDIFÍCIO ESCOLAR

Os alunos que frequentam o jardim de infância da Escola de Ensino Básico de Vil de Matos, em Coimbra, vão, a partir de amanhã, ter as aulas noutro espaço, porque o terreno cedeu e colocou em perigo de derrocada o edifício escolar. Há muito tempo que as fissuras faziam parte da ‘estética' das paredes, mas na última semana aumentaram de tamanho, supostamente devido ao mau tempo. Os responsáveis escolares e da autarquia optaram por encerrar o edifício, por precaução.

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