Crescimento económico impulsionado por IA deve ser sustentável e equitativo

Conclusão é do estudo Projeto para Economias Inteligentes, do Fórum Económico Mundial e da KPMG.

24 de janeiro de 2025 às 14:57
Inteligência artificial Foto: Getty Images
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A Inteligência Artificial (IA) pode impulsionar o crescimento económico e progresso social, mas deve assegurar-se que o desenvolvimento é feito de forma sustentável e equitativa, concluiu o estudo Projeto para Economias Inteligentes, do Fórum Económico Mundial e da KPMG.

O relatório, apresentado no Fórum Económico Mundial (FEM) de Davos, na Suíça, que terminou esta sexta-feira, aborda as disparidades no acesso à IA, nas infraestruturas, na computação avançada e nas competências que deverão ser adquiridas.

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"A Inteligência Artificial será o propulsor da Quarta Revolução Industrial. Permitirá impulsionar o crescimento económico e estimular a inovação em todas as indústrias e sociedades. É necessário, portanto, assegurar que esse desenvolvimento é feito de modo sustentável e equitativo", referiu, em comunicado, o diretor de Consultoria Tecnológica da KPMG, Rui Gonçalves.

Para tal, o documento aponta três principais objetivos estratégicos, começando pela construção de infraestruturas de IA sustentáveis.

Destaca também a curadoria de alta qualidade dos dados, "cruciais para o desenvolvimento de modelos de IA equitativos, precisos e justos, mas que ainda apresenta vários desafios, como a acessibilidade, o desequilíbrio e a responsabilidade".

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Por fim, é ainda salientada a promoção de barreiras éticas sólidas, "de forma a assegurar que a IA beneficia a sociedade ao mesmo tempo que reduz os riscos", estabelecendo normas que impeçam a utilização incorreta, a parcialidade e as violações éticas para fomentar a confiança na IA e promover o seu desenvolvimento e utilização responsável.

"Tirar partido da IA para o crescimento económico e para o progresso social é um objetivo partilhado, mas as várias geografias têm pontos de partida muito diferentes", apontou a diretora de IA, Dados e Metaverso do Fórum Económico Mundial, Cathy Li, citada em comunicado.

Segundo a responsável, este relatório "serve como uma bússola, orientando os decisores para uma colaboração focada no impacto e em soluções práticas que podem desbloquear todo o potencial da IA".

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Outro dos pontos em destaque no documento é a importância da colaboração entre os setores público e privado para acelerar a adoção da IA em todo o mundo, bem como da adoção de soluções bem-sucedidas noutras regiões.

"Por exemplo, uma estrutura regional para a partilha de infraestruturas de IA e de recursos energéticos pode ajudar a ultrapassar as limitações de recursos nacionais, enquanto as bases de dados centralizados podem criar conjuntos de dados locais inclusivos que reflitam as necessidades de diversas comunidades", aponta o relatório.

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