Diretor executivo do TikTok agradece aos utilizadores da plataforma após venda nos EUA

Shou publicou um breve vídeo na plataforma em que mostra "gratidão" aos mais de mil milhões de utilizadores em todo o mundo e, especificamente, aos "200 milhões de norte-americanos".

23 de janeiro de 2026 às 07:31
Shou Zi Chew Foto: Kevin Lamarque/AP
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O diretor executivo da TikTok, Shou Zi Chew, agradeceu esta sexta-feira aos utilizadores da plataforma, em especial, aos norte-americanos, depois de a ByteDance, empresa-mãe chinesa da TikTok, vender a maior parte das operações nos EUA.

Shou publicou um breve vídeo na plataforma em que mostra "gratidão" aos mais de mil milhões de utilizadores em todo o mundo e, especificamente, aos "200 milhões de norte-americanos".

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"Estamos gratos por fazerem parte da comunidade TikTok e estamos ansiosos por continuar a ver o vosso espírito criativo, grande capacidade de contar histórias e de trazer felicidade a todos em todo o mundo", acrescentou o executivo.

Os novos proprietários, entre os quais a Oracle, a MGX, a Silver Lake e a entidade de Michael Dell, controlarão mais de 80% de uma nova entidade entretanto criada, garantindo a continuidade da aplicação popular nos Estados Unidos, de acordo com a matriz.

Por enquanto, nem a matriz do TikTok, a tecnológica chinesa ByteDance, nem o governo chinês se pronunciaram sobre o acordo.

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A operação foi negociada durante mais de um ano e põe fim a uma disputa legal que se prolongou por seis anos.

Desde 2019, o TikTok enfrentou tentativas de bloqueio por parte de deputados, universidades, o Exército dos Estados Unidos e a Casa Branca, no quadro de tensões tecnológicas e comerciais entre os Estados Unidos e a China. A aplicação tinha ainda sido alvo de ameaças de proibição e de um apagão temporário de 14 horas.

A venda tinha já sido antecipada no passado dia 18 de dezembro, destacando-se então que os três principais acionistas teriam 45% das participações, enquanto cerca de 33% ficariam nas mãos de subsidiárias dos principais investidores por detrás da ByteDance, que manteria o controlo de aproximadamente 18% do restante capital.

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Utilizadores e influenciadores organizaram protestos e campanhas, durante o longo limbo jurídico, para manter ativa a plataforma, que conta com mais de 200 milhões de utilizadores nos Estados Unidos, tornando-se um território importante de disputa entre as duas potências.

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