Dos 163 para os 95 quilos

Aquela que em meados dos anos 80 era o terror de todo o candidato a noctívago que se prezasse, pesava à data 163 quilos, segundo confessou a própria Margarida Martins ao CM.

06 de janeiro de 2008 às 00:00
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Porteira do Frágil, o então bar da moda, Margarida Martins impressionava pela figura e era sempre na expectativa de ‘entro, não entro’ que os mais inexperientes tocavam à porta, como se de um exame se tratasse. Tanto assim era que a hoje presidente da Abraço (Associação de apoio aos doentes com VIH/sida) diz haver quem “ainda não tenha perdoado” as negas à porta.

Depois de abandonar o Frágil e fundar a Abraço (em 92), Margarida Martins continuou a não se importar com a silhueta, até que “há quatro anos” o corpo acusou excesso de peso e deu a “sensação de não conseguir andar”.

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Garantindo que nunca comeu de mais, apesar de “não respeitar horas”, a presidente da Abraço recorreu a uma equipa médica. “Sem conseguir por mim, teve de ser à força”, explica.

E assim foi. Um endocrinologista analisou o problema de glândulas e hormonais, enquanto um nutricionista planeava uma dieta equilibrada. Seguiram-se as cirurgias para colocar banda gástrica e plásticas para adaptar pele e músculo ao novo corpo. Hoje com 95 quilos prepara um bypass para chegar aos 80, mais adequados à sua altura, 1,70 metros.

Insistindo noutras consequências – diabetes, hipertensão ou pouca produtividade – para quem sofre de excesso de peso, Margarida Martins refere também a “marginalização social” de que diz ter-se defendido com “mais arrogância” e lamenta a falta de apoio aos medicamentos para emagrecer, o que “não só obriga à força de vontade como a algum desafogo financeiro”.

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BANDA

As bandas gástricas são dos métodos mais usados no combate à obesidade mórbida. De contra-indicação têm a perda de eficácia após alguns anos.

BYPASS

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Alternativa mais moderna e evoluída à banda gástrica, o bypass leva a comida, após curta passagem pelo estômago, directamente ao intestino.

VÓMITOS

Qualquer destes dois métodos, os mais eficazes quando nada mais resulta, obrigam a uma mastigação lenta. De início são frequentes os vómitos.

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