Google quer ‘tatuar’ detetor de mentiras nos utilizadores
Gigante tecnológico está a desenvolver 'tatuagens' revolucionárias.
A Google, através da sua subsidiária Motorola, registou a patente de uma tecnologia que será ‘tatuada' nos utilizadores para servir de microfone e que, ao limite, poderá funcionar como detetor de mentiras.
A pelicula, colada na zona da garganta, vai integrar um pequeno processador, microfone e sensores. Depois de conetado a um telemóvel, este dispositivo registado pela Motorola – fabricante que é propriedade da Google –, funciona como microfone.
O objetivo é melhorar as comunicações de voz em ambientes ruidosos. De acordo com o documento de registo divulgado na passada semana, o dispositivo será capaz de "reduzir o ruído ambiente, ao captar o som diretamente na zona da garganta"
Estádios, ruas apinhadas, restaurantes ou até situações de emergência são alguns dos exemplos onde esta tecnologia pode ser útil. Nestes casos, "o ruído pode ser incrivelmente elevado e com várias frequências acústicas", lê-se no documento.
Para além de permitir uma comunicação mais nítida, este dispositivo poderá ainda funcionar como um detetor de mentiras, já que vai ter a capacidade de analisar as reações da pele do individuo, enquanto comunica. Depois, é possível determinar se os resultados são associados a alguém que diz a verdade ou a alguém que está a mentir. Esta funcionalidade, de acordo com o documento de registo, será opcional.
O registo foi divulgado pelo departamento de registos e patentes do governo norte-americano, no dia 7 de novembro. Não há ainda uma data prevista para o início da produção e comercialização do dispositivo.
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