Matança sem limites invade videojogos

Longe vão os tempos em que os videojogos eram inocentes como o Pac-Man, o Sonic ou o Super-Mario. Hoje, nos jogos mais desejados vale tudo. Até arrancar olhos. Nomes como ‘Halo 3’, ‘Bioshock’, ‘Manhunt 2’ ou ‘Call of Duty 4’ – a lista é interminável – são apenas alguns exemplos de videojogos onde o enredo é tanto melhor quanto maior for a violência.

20 de outubro de 2007 às 00:00
Matança sem limites invade videojogos
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Antevendo a chegada da época natalícia, as marcas começaram já a lançar no mercado as suas novas criações. As expectativas costumam ser enormes e isso reflecte-se no número de cópias vendidas. O lançamento de ‘Halo 3’, da Microsoft, foi um dos acontecimentos do ano. O jogo bateu recorde de vendas nos EUA logo no primeiro dia, totalizando mais de 5,5 milhões de cópias em pouco menos de um mês. Milhares de adolescentes fizeram filas de quilómetros para serem os primeiros a comprar o jogo onde assumem o papel de ‘Master Chief’, um super-soldado geneticamente alterado que tenta expulsar da Terra uma raça de extraterrestres.

Exclusivo para a consola XBox 360, da Microsoft, os criadores de ‘Halo 3’ esmeraram-se, elevando o realismo a um novo patamar. O recurso ao ‘High Dynamic Range Rendering’ – sistema que permite imagens mais nítidas e com maior profundidade – faz do jogo desenvolvido pela Bungie LLC um verdadeiro banquete para os olhos. As armas, estas sim, de destruição em massa, podem ir de uma simples pistola a espingardas que disparam projécteis capazes de romper armaduras e de arrancar carne como se de manteiga se tratasse.

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‘MANHUNT 2’ PROIBIDO

Apesar do sucesso deste tipo de jogos junto de um público mais adulto, há países que não aceitam determinados títulos por serem demasiado violentos. ‘Manhunt 2’, cujo lançamento está previsto para a noite de Halloween (31 de Outubro), é um exemplo. A primeira versão foi rejeitada pelas organizações de classificação de videojogos nos EUA e no Reino Unido. Posteriormente, uma versão mais ‘amigável’, foi aprovada no outro lado do Atlântico, acabando, novamente, por ser recusada pela British Board of Film Classification. Em Itália, o ministro da Comunicação, Paolo Gentiloni, referiu-se a ‘Manhunt 2’ como “cruel e sádico, com um ambiente degradante”.

A Rockstar, responsável por ‘Manhunt 2’, tem em mãos outro dos títulos mais aguardados do ano: ‘Grand Theft Auto IV’. Com o lançamento novamente adiado – esteve previsto para esta semana –, a expectativa aumenta. À possibilidade de percorrer as ruas de Liberty City, um clone de Nova Iorque, ou de poder espancar peões cada vez mais realistas, junta-se agora a hipótese de o fazer on-line com mais 16 jogadores em simultâneo.

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Acção domina top

Em Portugal, de acordo com os dados da Fnac, os jogos mais vendidos incluem vários de acção: ‘Guild Wars: Eye of the North’, ‘Halo 3’, ‘Bioshock’ e ‘Heavenly Sword’. Entre as excepções destaca-se o ‘Sims 2: Viagens’, a mais recente variante do jogo para toda a família que envolve a gestão do quotidiano de personagens.

JOGOS ESTIMULAM CONCENTRAÇÃO

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Quem joga raramente associa a violência à maior atracção pelo jogo. O entusiasmo justifica-se pela proximidade com um mundo onde o realismo das imagens gera envolvimento. Jorge Magalhães, psicólogo na área do comportamento, explica ao CM que “pode existir uma atracção inata por questões básicas, como a defesa pessoal”. Somadas as “questões do ganhar e perder com a vontade de fazer melhor”, os efeitos aditivos disparam. Apesar de reconhecer que “há jogos que despertam sentimentos negativos, como a raiva e a agressividade”, o psicólogo lembra que nem tudo é mau: “Exigem grande atenção e estimulam a concentração, a criatividade, a coordenação e o desenvolvimento.”

Está é uma lista de alguns dos jogos mais violentos de sempre, desde ‘Mortal Kombat’ ao recente ‘God of War’. Muitos outros ficaram de fora.

MORTAL KOMBAT

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Ano: 1992

Género: Luta

Uma das personagens arrancava a cabeça do adversário, trazendo a coluna atrás.

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CARMAGEDDON

Ano: 1997

Género: Corrida

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Um dos objectivos passava por atropelar peões, inclusive mulheres grávidas, e provocar o máximo de destruição possível no cenário.

BLOOD

Ano: 1997

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Género: First Person Shooter

Além de poder matar os adversários com um tridente, permitia chutar a cabeça como uma bola de futebol.

THRILL KILL

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Ano: 1998

Género: Luta

Foi um dos poucos jogos qualificados como sendo exclusivo para adultos. Permitia mortes por desmembramento e mutilações.

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MANHUNT

Ano: 2003

Género: Horror

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Foi banido em vários países. As mortes dos adversários podiam ir de sufocamento com sacos de plástico a decapitações com recurso a um cutelo.

GRAND THEFT AUTO – SAN ANDREAS

Ano: 2004

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Género: Acção

A personagem recupera energia visitando prostitutas. Pode matá-las de variadas formas e roubar-lhes dinheiro.

NARC

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Ano: 2005

Género: Acção

Dois agentes combatem o narcotráfico. Para melhorar as suas capacidades tomam drogas como ecstasy ou LSD.

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KILLER 7

Ano: 2005

Género: Acção

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A personagem recupera energia bebendo sangue de mortos. Para encontrar passagens secretas tem de cortar os próprios pulsos e pulverizar paredes.

THE PUNISHER

Ano: 2004

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Género: Acção

Os ‘maus’ morrem serrados, perfurados por berbequins e até são alimento para piranhas. O jogo foi censurado pela própria empresa distribuidora.

GOD OF WAR

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Ano: 2005

Género: Acção

Os adversários podem ser queimados vivos, rasgados ao meio pelas mãos da personagem principal ou mutilados.

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